Opinião

Aterro Presente – Abordagem

 

Réveillon Parque 243

Decorridos oito meses do início da Operação Aterro Presente, no Parque do Flamengo, em dezembro de 2015, é inegável a melhora da segurança na área. A atuação dos agentes da operação, que fazem constantes abordagens a indivíduos suspeitos, tem inibido a ocorrência de delitos.

Já havia presenciado diversas abordagens, mas não estava nos meus planos ser alvo de uma delas, o que aconteceu ontem 29/08 no canteiro central entre as pistas de alta velocidade, nas imediações da Praça Cuauhtémoc, a conhecida praça do índio. Por volta do meio dia fui abordado por dois agentes da operação, um deles de arma em punho. Como cidadão me senti constrangido e assustado por ter uma arma letal para mim apontada.

Devo ressaltar que, no meu entender, aquela forma de abordagem não tenha sido a apropriada, por ter sido desproporcional. Digo isso porque eu não representava uma iminente ameaça à integridade física dos dois agentes por estar, naquele momento, em desvantagem numérica e com ambas as mãos ocupadas, já que carregava em uma delas uma sacola e na outra minha máquina fotográfica, meu instrumento de trabalho no parque. Executaram a devida revista corporal, verificaram meus pertences e documento de identidade e, após esse ritual, me explicaram que tal procedimento estava relacionado a uma denúncia que haviam recebido sobre um indivíduo suspeito que estaria trajando roupas parecidas com as minhas. Apesar desse dissabor não posso deixar de registrar que os agentes, após todas as verificações, foram educados e se desculparam pela abordagem a qual fui exposto.

Penso que a situação por mim vivenciada não é a ideal, mas entendo que não vivemos num mundo ideal. Entendo que assim como a população civil sente-se ameaçada pela violência que a criminalidade lhe impõe diariamente, os agentes da lei a sentem ainda mais, pois eles são a linha de frente no seu enfrentamento. Entendo que em determinadas situações a análise dessa ameaça possa ser superestimada por esses agentes, dado o extremo estresse a que são submetidos, constantemente, no exercício de suas funções. Mas penso, também, que o discernimento deve ser aplicado a todo e qualquer momento para evitar, principalmente, acidentes e a exacerbação da violência por aqueles que a devem combater.

Procurei pela coordenação do Aterro Presente no parque para relatar o ocorrido. Mesmo achando inapropriada a forma de abordagem, minha intenção era parabenizar, passado o susto inicial, a dupla de agentes por sua efetividade.  Fui recebido atenciosamente pelo capitão André Ramos a quem apresentei meu questionamento quanto à situação por mim vivenciada. O oficial acatou minha ponderação sobre o sucedido e informou-me que os agentes aos quais dirigia minha felicitação eram o tenente Almir e o soldado Helbert. O capitão agradeceu-me pela iniciativa de procurá-lo para elogiar a atuação de seus agentes e, aproveitando a ocasião, reforcei o pedido para que os veículos da operação deixem de usar as passarelas de pedestres como atalho para encurtarem seus deslocamentos no interior do parque. 

Apesar das ressalvas supracitadas, não posso me furtar a reconhecer que o trabalho desempenhado no parque pela Operação Aterro Presente, em suas linhas gerais, está sendo bem executado, o que não o exime de passar por um continuado aperfeiçoamento. Para isso a participação da população é primordial, fazendo denúncias, oferecendo sugestões e criticando quando necessário, mas, também, elogiando quando merecido.  

Em tempo: a abordagem não foi filmada como ocorria quando da implantação da operação.

Disque Aterro Presente: 98496-0114/operaçã[email protected]

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