Blog do Parque

HORIZONTE ESTREITO. Nossa opinião sobre a performance “Horizonte Negro”

HORIZONTE ESTREITO

Horizonte Estreito

A performance “Horizonte Negro”, de autoria da artista visual Martha Niklaus,  foi usada como forma de protesto,  por um grupo de velejadores, contra as obras de revitalização da Marina da Glória. Como manifestação artística o ato foi válido, mas a escolha da bandeira negra como símbolo do protesto, uma completa e lamentável falta de sensibilidade.

A visão daquelas bandeiras negras singrando as águas da Baía de Guanabara trouxe à lembrança cenas chocantes das barbáries perpetradas por outro grupo minoritário que faz uso do mesmo símbolo, o Exército Islâmico. É claro que a comparação num primeiro momento possa parecer descabida, afinal de contas os velejadores não praticam as atrocidades que esse grupo extremista vem expondo regularmente na mídia mundial. Em verdade o que os aproxima são a estreita visão de mundo que ambos defendem e querem impor à maioria, e o uso da mídia como meio para atraírem atenção e alcançarem seus objetivos.

Tanto lá no Oriente Médio como aqui, essa minoria luta pela manutenção de uma ideologia que rejeita o progresso e a modernidade. Diferindo da maioria dos proprietários de barcos e usuários da Marina, esse pequeno grupo de velejadores defende a paralisação das obras alegando que o local será elitizado.  Como se eles, em comparação com a maioria da população, não fossem elite. A eles não importa que os outros proprietários, usuários, Parque e cidade percam com a interrupção. O que interessa é manter seu status quo.

Dentre os que participaram do protesto, alguns moram em seus barcos na Marina da Glória. Quem não gostaria de morar num local privilegiado como aquele? Na zona sul da cidade, a cinco minutos do Centro, com ônibus e metrô à porta, por um preço abaixo do que o mercado estabelece para a área e, ainda, sem pagar IPTU e laudêmio, imposto pago por todos os que ocupam terrenos de marinha, caso dos proprietários de imóveis na orla da cidade.

Em entrevista publicada em 15 de setembro de 2012, no jornal O Globo, um morador em barco contou que deixou o confortável apartamento que dividia com dois amigos, em Jacarepaguá, para viver num pequeno veleiro ancorado na Marina. Trabalhava em um escritório na Glória e reclamava que era um “suplício” o deslocamento de casa para o trabalho e vice-versa. Perdia até três horas de seu dia no trânsito.

Sua primeira opção seria morar em um quarto e sala, mas ao procurar nos classificados se deparou com os preços inflados do mercado imobiliário carioca, além da exigência de um fiador. Em um churrasco num terraço na Glória comtemplou os barcos atracados na Marina e teve a ideia. Pesquisou e constatou que ancorar um barco permanentemente num píer, com acesso à água potável e eletricidade, era muito mais em conta que alugar um apartamento. Concluiu que o mar seria o local perfeito para uma mudança de vida. Comprou um veleiro de 26 pés e passou a morar num local seguro e privilegiado. No final de semana levanta a âncora, iça as velas e curte, de casa, o belo litoral carioca. Como diz a campanha do MasterCard: “Não tem preço”.

São essas pessoas que se dizem preocupadas com o Parque do Flamengo. Não é inválido o estilo de vida que defendem. Certamente muitos gostariam de comprar um barco para desfrutarem das vantagens e facilidades que essa opção de moradia oferece. O que não é válido, é que na tentativa de sensibilizarem a opinião pública, usem a defesa do Parque como um meio para alcançarem seus interesses particulares e imediatos. O que não devemos aceitar é que essas pessoas se apresentem como porta-vozes e defensoras dos anseios da maioria, quando não o são.

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Editorial: A Candidata Duas Folhas – Sonia Rabello e o Parque do Flamengo

A Candidata Duas Folhas

A respeito da cassação da liminar que paralisou as obras da Marina da Glória, deferida pelo Desembargador Federal Marcelo Pereira da Silva, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, me surpreenderam os termos duros usados pelo desembargador, dirigidos à Federação das Associações de Moradores da Cidade do Rio de Janeiro (FAM-RJ), representada na pessoa de sua presidente Sonia Rabello, autora da ação civil pública que suscitou o atual posicionamento da justiça.

Diz o desembargador em determinado trecho de seu despacho: a Agravante em “manobra maliciosa”, ocultou duas folhas dos referidos autos, exatamente as que continham a informação de que o seu causídico teria tomado ciência da decisão agravada…

Em outro trecho do mesmo documento ele diz: não há que negar que a conduta da Agravante marcada por “franca deslealdade processual” permite imputá-la eventual responsabilidade por tais danos…, referindo-se aos prováveis prejuízos advindos com a suspensão dos efeitos da aprovação do referido Projeto.

Em seu perfil na internet Sonia Rabello se apresenta como Jurista e Professora, com vários títulos acadêmicos, no Brasil e no exterior. Informa que ocupou diversos cargos na esfera pública e privada, inclusive o de Vereadora da cidade do Rio de Janeiro. Os referidos títulos e experiência acumulados são o indicativo de que ela é detentora de um notório saber.

Acessando seu Blog se constata que ela é candidata a novo cargo eletivo, pois, desde já, vem fazendo propaganda política. Para isso aplica uma técnica muito usada em propaganda e marketing. Ao entrar na página a primeira mensagem que você recebe é a seguinte: “Precisamos reeleger Sonia Rabello vereadora do Rio.” Marina Silva. Isso tudo acontece muito rapidamente, pois a mensagem logo desaparece. Mas toda vez que a página for acessada você a verá. São mensagens de persuasão feitas para serem percebidas apenas pelo subconsciente. A isso se dá o nome de propaganda subliminar, uma forma “maliciosa” de influenciar pessoas. A candidata domina muito bem tal técnica. Esse tipo de propaganda é crime em países como os Estados Unidos e França, mas aqui no Brasil não existe uma legislação específica sobre isso. Não sei se isso é crime eleitoral, mas que não é ético tenho certeza.

Ainda no Blog há um vídeo da audiência Pública sobre a Revitalização da Marina da Gloria e Parque do Flamengo, realizada pela ALERJ, em 12 de junho de 2015, em que a candidata se declara, como presidente da Federação, representante de todas as associações de moradores da cidade. Ela deve representar algumas, mas todas com certeza não.

Continuando seu discurso no vídeo ela faz variadas acusações, ora à Prefeitura, ora à BR Marinas, sempre usando termos vagos como: supostamente, eu soube, teria mandado, que parece ser, um tal de e outros mais. Porém uma frase me chamou mais a atenção: pressionar a juíza para que dê a liminar. Isso me remeteu a situações vividas atualmente no cenário político do país, quando integrantes do governo federal recorrem à mesma prática, “pressionar”, para impedir as investigações da operação Lava-Jato. A operação que desmascarou o falso nacionalismo do partido do governo, quando dizia ser defensor dos interesses nacionais na Petrobras, mas em verdade queria mesmo é dilapidar o patrimônio da empresa e do país, para alimentar seu projeto político de manutenção do poder e com isso jogou o Brasil na atual crise.

Mais uma vez o protagonismo de um juiz trouxe à tona a “manobra maliciosa” utilizada por esses políticos, falsos defensores dos interesses da sociedade, e que fazem de tudo para chegar ao poder e nele permanecer indefinidamente. Prestem atenção aos seus discursos maliciosos, eles sempre “ocultam duas folhas”.

Sonia Rabello ainda cita Lotta de Macedo Soares, dizendo-se defensora do Parque do Flamengo. E aí eu me pergunto, será que é mesmo?

O Parque tem inúmeros e grandes problemas que não são abordados pela candidata como: os banheiros estão todos quebrados e fechados; o trenzinho foi desativado; o tanque de nautimodelismo está seco; gatos infestam áreas reservadas às crianças, colocando em risco a saúde delas; a insegurança, que por falta de um policiamento regular e efetivo, afasta o público; a Localiza, uma empresa privada, ocupa há muito tempo uma extensa área do parque; o Clube Intenacional demoliu toda a parte interna do prédio tombado, deixando somente as paredes externas; para onde vai o dinheiro que o parque gera com os postos de combustíveis, com as concessões e eventos que nele acontecem? Todas são questões de extrema importância para a preservação do Parque, mas não são evidenciadas pela candidata.

Por último destaco uma ação que Lotta enxergava como a solução para livrar o Parque de toda e qualquer ameaça pública ou privada, a criação da Fundação. Se quisesse realmente defender o Parque, a candidata deveria envidar todos os esforços necessários no sentido de trazer esse órgão de volta. Isso sim seria uma atitude digna na defesa do legado de Lotta.

Penso eu que uma verdadeira defensora do Parque o defenderia como um todo, não se fixaria apenas em uma determinada parte dele, não que essa parte seja desimportante. Mas parece que a candidata tem fixação apenas em uma área de 10 mil metros quadrados, exatamente a área ocupada pela Marina da Glória. Por que será, qual o verdadeiro objetivo oculto?

A resposta é que Sonia Rabello, como dito anteriormente, é dona de notório saber e domina muito bem as técnicas de propaganda e marketing. Ela sabe que a Marina dá mídia, dá Ibope. É um palanque para a propaganda espontânea e gratuita. Tudo aquilo que o candidato que almeja ser eleito mais deseja. Por isso ela afirma que vai entrar com tantas ações quantas forem necessárias para impedir a concretização do projeto. Ela sabe que cada ação, ganha ou não, repercute na imprensa e a deixa em evidência (cada mergulho é um flash).

O grande medo da candidata é que o projeto se concretize e seja bem sucedido. Isso ocorrendo, ganham o Parque e a sociedade, mas ela perde o seu palanque, protagonismo e mídia gratuita. Tal fato ela não pode permitir porque prejudicaria seu projeto político pessoal, a reeleição, seu verdadeiro objetivo.

O que é lamentável, ao que tudo indica, é que no período em que ocupou a cadeira de Vereadora, Sonia Rabello aprendeu a praticar o tipo de política e a ser o tipo de político que, nós brasileiros, repudiamos quando fomos às ruas nas manifestações recentemente ocorridas em todo o país. A política e o político que, maliciosamente, induzem o povo a pensar que atuam na defesa dos interesses da sociedade, quando verdadeiramente estão defendendo seus interesses pessoais. A política e o político que, para conseguirem seu intento, fazem de tudo, inclusive “ocultar duas folhas” a fim de enganarem a justiça. Ato que a candidata achou por bem nomear de um incidente processual, mas que o desembargador classificou como “franca deslealdade processual”. Todo esse condenável comportamento não é, certamente, o que o cidadão e eleitor esperam de uma Professora, Jurista e candidata a um cargo eletivo.

 

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Clube Internacional de Regatas – Obra sem qualquer placa indicativa

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Tanque de Modelismo Naval – Item nº 27 da Relação de Tombamento do Parque.

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Garagem de carros para locação da Localiza no interior do Parque.

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Banheiros fechados e quebrados

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Carrinhos Elétricos em substituição ao Trenzinho para passeios no parque – Extintos em dezembro de 2012

 

Cuidado! A Esporotricose está presente nos gatos do nosso Parque.

ESPOROTRICOSE NO PARQUEgatos_esporotricose_1

Quando o vereador Claudio Cavalcanti propôs na Câmara Municipal a Lei nº 4.956, aprovada em 03 de dezembro de 2008 – A Lei do Animal Comunitário, não sabia que estava selando um destino trágico para os gatos do Parque do Flamengo. São mais de 500 gatos em todo o parque para poucas e despreparadas cuidadoras.

A Lei estabelece que os responsáveis-tratadores dos animais comunitários devem manter com esses um vínculo de afeto, dependência e manutenção, além de serem qualificados e identificados por órgão competente do poder executivo. Não é o que acontece no Parque do Flamengo, onde a comida para gatos é espalhada pelo parque, alimentando de forma desordenada e perigosa a saguis, gambás, ratos e pombos. As dezenas de garrafas de refrigerantes cortadas e adaptadas como vasilhas de água, são potenciais focos naturais do mosquito transmissor da dengue e da febre chicungunha. Não fosse isso suficiente, agora apareceram gatos no parque com sintomas de esporotricose e esses pseudos responsáveis-tratadores não desenvolvem nenhum programa educativo, deixando as pessoas que visitam o parque, principalmente as crianças, a mercê desse perigo.

Esporotricose é uma doença caracterizada por lesões na pele que aparecem geralmente na face e membros, progredindo para o restante do corpo e pode ser contraída pelo homem. É causada por um fungo (Sporothrix Schenckii), que é encontrado na natureza. Atualmente o gato doente é o principal transmissor para o ser humano e outros animais. O contágio se dá através do contato com a terra, arranhadura e/ou mordedura de gatos contaminados. O gato é o animal doméstico mais sensível à esporotricose. Adquirem a doença através de brigas e traumatismos, que ocorrem principalmente durante o acasalamento. 

Sintomas no Ser Humano

Na maioria das vezes, surge uma lesão avermelhada no local do traumatismo causado pelo gato, que pode desaparecer ou aumentar de tamanho e vir acompanhada de outras lesões enfileiradas. Após a inoculação na pele, há um período de incubação, que pode variar de poucos dias a 3 meses. As lesões são mais frequentes nos membros superiores e na face.

A esporotricose apresenta formas cutâneas, restritas à pele, tecido subcutâneo e sistema linfático, que são as mais frequentes, e formas extra-cutâneas, que afetam outros órgãos e são mais raras. Também podem aparecer dores nas articulações e febre. Não ocorre transmissão entre pessoas.

Tratamento

O tratamento da esporotricose pode ser realizado com o iodeto de potássio, que é bastante eficaz mas pode ser acompanhado de efeitos colaterais, além de antimicóticos de uso sistêmico (via oral). As doses e o tempo de tratamento variam e devem ser determinadas pelo médico dermatologista. Fomas graves da doença podem necessitar de tratamento com antimicótico por via venosa.

Prevenção

  • Usar luvas ao manipular gatos doentes;
  • Limpar o ambiente com água sanitária;
  • Gatos em tratamento devem ser mantidos em local seguro e isolado;
  • Durante todo o tratamento, o animal poderá transmitir a doença ao cuidador;
  • Cremar os animais mortos. É importante não joga-los no lixo, rios ou enterrá-los, pois o fungo sobrevive na natureza;
  • Não realizar curativos locais e não banhar gatos com esporotricose;
  • Castrar gatos e gatas saudáveis para diminuir a possibilidade de transmissão da doença.

Dados obtidos em folheto da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses, da Secretaria Municipal de Saúde.

Fotos da doença em humanos

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Tribunal Regional Federal (TRF) reexamina processo e constata que a Federação das Associações de Moradores (FAM), autora da liminar, usou de “manobra maliciosa” para desaprovar o projeto

Desembargador volta atrás e libera obras na Marina da Glória

O desembargador federal Marcelo Pereira da Silva, da 8ª Turma especializada do Tribunal Regional Federal (2ª região), voltou atrás em sua decisão de suspender a aprovação do projeto de reforma da Marina da Glória.

De acordo com o despacho de Marcelo Pereira da Silva, a Federação das Associações de Moradores do Município do Rio de Janeiro (FAM-Rio) – autora da liminar – usou de “manobra maliciosa” para conseguir a desaprovação do projeto.  A entidade teria omitido duas folhas que comprometiam o processo.

A notícia foi divulgada a pouco no portal da Globo.com, veja na íntegra em:
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2015/07/rio-2016-desembargador-volta-atras-e-libera-obras-na-marina-da-gloria.html

Saiba mais sobre o Elemento Arquitetônico
Marina da Glória

Aproveite melhor as suas horas de lazer,
vivencie o Parque do Flamengo.

Nova Marina

Manifesto do Movimento #OCUPAPARQUE sobre a Revitalização da Marina da Glória

Nova Marina

        Marinas são “a janela da cidade”, local para onde as pessoas se dirigem a fim de descontrair, contemplar, observar o mar, a atividade náutica e as pessoas. Não necessariamente para andar de barco. É fato notório que grande parte dos visitantes em marinas chegam ali por terra, e a maioria não possui barco.

        Em diversas cidades do mundo, as marinas são alavancas para revitalização de trechos degradados, e buscam criar atrativos tanto para seus moradores quanto para turistas. Não se limitam a ser meras garagens de barcos, são espaços multifuncionais que oferecem além de infraestrutura náutica, atrações culturais que as tornam parte vibrante de suas cidades. Estabelecem uma noção de identidade com a população local, melhoram a qualidade de vida e incrementam a cadeia de turismo, trazendo prosperidade econômica.

        Segundo especialistas no assunto, o Brasil com enormes faixas de área litorânea com ventos e ondas amenas, além dos atrativos naturais, como baías, penínsulas, barras de rios, ilhas, praias espetaculares é, reconhecidamente, o país com o maior potencial do planeta para desenvolver atividades náuticas. As cidades ao longo desse exuberante litoral deveriam colocar em prática a construção de marinas públicas, que fossem não somente um ponto de estacionamento de barcos, mas principalmente um dos atrativos turísticos mais relevantes de cada uma dessas comunidades, a exemplo do que vem ocorrendo no mundo inteiro.

        Conhecida mundialmente por sua belíssima paisagem e pela acolhida calorosa e hospitaleira que dá a todos que aqui chegam, seja por terra ou pelo ar, nossa cidade não pode dar tratamento diferente àqueles vindos por mar. O Rio de Janeiro foi a primeira e uma das únicas cidades do Brasil a ter o privilégio de contar com uma marina pública. Por isso merece ter um belo, moderno, seguro e bem aparelhado centro náutico.

        Um projeto de autoria do arquiteto Amaro Machado deu à cidade, em 1979, a Marina da Glória. Com o passar dos anos a edificação sofreu um processo contínuo de intervenções arquitetônicas que a desfigurou ao ponto de ela ser gradeada, o que afastava o público e lhe negava o papel para o qual fora pensada.

        Concessionários se sucederam no controle da gestão da área tentando, em vão, realizar modificações que adequassem a marina e o entorno às suas demandas operacionais. Esse processo transformou a área em uma colcha de retalhos de intervenções que não viam o todo, mas apenas suas necessidades imediatas. A marina parou no tempo, o que resultou na ausência de efetiva ocupação da área.

        Há anos o Rio de Janeiro está carente de um equipamento que receba adequadamente os frequentadores habituais e visitantes, usuários da marina ou não. A perda desse fluxo de pessoas e a pouca ocupação do local representam um ambiente propício ao caos urbano com assaltos, usuários de drogas e população de rua.

        Importante destacar que a sociedade carioca, principalmente aquela que vivencia o Parque do Flamengo, não tem interesse em, sob o jugo da preservação, ver seu patrimônio entregue ao abandono. Hoje temos notícias de alguns poucos, ao que parece, usuários da marina insatisfeitos com as mudanças. Entendemos que qualquer mudança traz inconvenientes, qualquer reforma de qualquer vizinho geralmente é um aborrecimento. Porém, o que precisa prevalecer é o interesse público de se prosperar vida urbana saudável a partir da revitalização da Marina da Glória, permitindo seu reflorescimento e saudável ocupação, irradiando uma nova frequência para os bairros que circundam o Parque do Flamengo.

        Alguma modificação era preciso que fosse feita para que uma área tão importante do Parque do Flamengo saísse da obsolescência e fosse trazida aos dias atuais, sem ferir os princípios paisagísticos e culturais do parque.

        Como eixo principal dessa mudança, em 2013, se iniciou um plano de revitalização que, além de abrir o complexo ao Parque do Flamengo e à população, tem a finalidade de dotar o local das condições necessárias para sediar as competições náuticas durante os Jogos Olímpicos de 2016. O projeto de autoria do arquiteto Eduardo Mondolfo, orçado em 60 milhões de reais e aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), será totalmente custeado pelo atual concessionário.

        O plano aprovado, e já em execução, inclui conceitos de preservação da ambiência do parque, dinamização dos espaços públicos e organização dos equipamentos voltados ao lazer, esporte, turismo e cultura. Objetiva integrar a Marina ao Parque do Flamengo, desenvolver as atividades náuticas e adequar as áreas destinadas para eventos. Aguardamos ansiosos por essa revitalização, uma das poucas relevantes notícias de alento para o combalido noticiário dos jornais, que promove o Parque como zona de medo e insegurança.

        Os parâmetros estabelecidos no projeto determinam que a planta não ofusque a paisagem do entorno, onde se veem o Parque do Flamengo, o Pão de Açúcar e a Baía de Guanabara. Evitam o confronto com o Museu de Arte Moderna (MAM) e o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, construções históricas na vizinhança. Também estabelecem a supressão de qualquer tipo de grade que impeça o acesso à área. O paisagismo é de autoria de Haru Ono, do escritório Burle Marx. A obediência aos conceitos do projeto original do arquiteto Amaro Machado, de 1979, está presente em todo o planejamento.

“Um erro comum de iniciativas anteriores foi a proposta de mudanças radicais em uma paisagem naturalmente perfeita. Querer chamar mais atenção para uma obra arquitetônica, nesse caso, é brigar com Deus.”, diz o autor do projeto, Eduardo Mondolfo.

        Com a revitalização a marina se tornará um equipamento com enorme poder de atração, tanto por mar quanto por terra. O grande afluxo de pessoas impactará positivamente a área, ocupando-a e contribuindo sobremaneira para que a questão da segurança, até então precária, seja tratada de maneira mais presente e eficiente pelas autoridades responsáveis.

        A Marina da Glória para os cariocas é “a janela da cidade”, por meio da qual descortinam toda a beleza da Baía de Guanabara. Para os turistas em seus barcos, é “a nossa porta aberta para o mar”, dando as boas vindas a quem chega, desejando uma boa viagem a quem parte e convidando-os a um breve regresso.

        Nós, frequentadores, proprietários, concessionários e associações que trabalham no Parque do Flamengo, acreditamos na prevalência do interesse público com boa fé, e que o projeto parece bem resolvido e em sintonia com os interesses da cidade e dos seus cidadãos. Entendemos que o mais importante para aquela área é terminar o que já foi iniciado, sem embargos. Caso contrário, a interrupção ou atraso na conclusão das obras é a certeza de que o abandono e a degradação daquela região continuarão, sem perspectivas de melhoras no curto prazo.

        A Marina da Glória, mesmo sob gestão privada, continuará a ser um equipamento público, aberto a todos  os  usuários, residentes   ou visitantes. Acreditamos que a implementação do empreendimento cause os efeitos esperados, especialmente na redução da insegurança pública. Cariocas e turistas, com ou sem barco, desde já agradecem e torcem pela rápida finalização e sucesso do projeto.

Redação do Texto: Claudio Machado

Saiba mais sobre o
Movimento Recreativo 

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Perigo: os Saguis chegaram ao Parque.

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Além dos pássaros e aves o parque agora tem outro morador, não tão bem-vindo, os adoráveis saguis de tufos-brancos (Callithrix jacchus) e de tufos-pretos (Callithrix penicillata). O que parece ser mais uma bela exibição da rica natureza, na verdade, representa um problemão para a nossa fauna e até para a saúde dos seres humanos. Se esses adoráveis bichinhos aranharem ou morderam alguma pessoa, ela pode ser contaminada pelo vírus da raiva, hepatite e uma série de outras doenças e, também, contaminar outras pessoas. Eles não são nativos dos estados do Sul e do Sudeste, e chegaram às nossas matas como consequência da venda ilegal de animais silvestres.

Originário do Nordeste, os micos se proliferaram rapidamente. É muito comum vermos famílias inteiras de mico-estrelas, como também são conhecidos, passeando por árvores e pelos fios da rede elétrica da cidade atrás de comida. Bastante agressivo e voraz comedor de ovos, ameaça seriamente espécies nativas de pássaros, aves e mamíferos, em extinção, como o mico-leão-dourado e o formigueiro-do-litoral, um dos pássaros mais raros do mundo. A proliferação desenfreada dos saguis também coloca em risco a nossa saúde. Esses simpáticos macaquinhos são transmissores do vírus da raiva e outras doenças para os seres humanos.

O aumento exponencial desses pequenos predadores tem como uma de suas causas a fartura de alimentos que as pessoas, inocentemente, lhes oferecem. No processo natural as fêmeas tinham uma ou duas crias ao ano, mas com a atual disponibilidade de comida, elas agora têm seis, sete e até oito crias ao ano. Por isso os especialistas pedem que as pessoas não alimentem os animais. Dá para imaginar o que teremos no futuro se nada for feito para solucionar esse problema: uma natureza bem menos exuberante.

A solução do problema dos micos invasores é complexa e divide opiniões. Para muitos biólogos e cientistas, o caso é extremo, a única medida capaz de resolver essa questão é a eliminação dos micos. Não é crime exterminar espécies nocivas em determinadas áreas. O problema é que falta recurso para pesquisas sobre como isso seria feito. Há quem defenda a castração dos machos, que já vem sendo realizada pelo Laboratório de Ecologia de Mamíferos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Apesar de barato, este processo não é considerado tão eficiente. A terceira possibilidade é a transferência dos saguis para seu habitat natural. A ação levaria anos e anos, o que pode ser tarde demais para um problema tão urgente. Especialistas caminham com cuidado, num terreno cheio de obstáculos e com pouquíssima verba.

Nautimodelismo do Parque do Flamengo dá show na Babilônia Feira Hype

NAUTIMODELISMO NA BABILÔNIA FEIRA HYPE

A nova diretoria da Associação Carioca de Nautimodelismo, usuários do Tanque do Parque do Flamengo e signatários do Movimento Recreativo #OCUPAPARQUE, objetivando a divulgação e captação de novos adeptos para o hobby, firmou contrato com o Instituto Brasileiro de Cultura Moda e Design, para apresentações durante a Babilônia Feira Hype realizada nos dias 27 e 28 de junho, na Barra da Tijuca.

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Navegando pela Hype

A demonstração de Nautimobilismo contou com miniaturas de barcos a motor, guiados por controle remoto, nos lagos da praça. Depois de ver como funcionavam, as crianças puderam se divertir e guiar os barquinhos por conta própria. Muito bacana!

O evento que movimentou, nos dois dias, cerca de 20 mil pessoas, certamente contribuiu muito para a divulgação da prática de nautimodelismo, chamando a atenção dos frequentadores para os benefícios do hobby que trás consigo conhecimentos implícitos de engenharia, história, sociologia e arte. 

A Associação Carioca de Nautimodelismo, o Instituto Lotta e o Movimento Recreativo #OCUPAPARQUE lutam em conjunto, pleiteando junto a iniciativa privada e aos órgãos públicos, a imediata recuperação do Tanque de Modelismo Naval, item n° 27 da relação anexa ao Processo n° 748-T-64, de Tombamento do Parque do Flamengo, único do Rio de Janeiro para a prática desse esporte recreativo. Sem ele a cidade fica fora do circuito nacional e internacional do Nautimodelismo.

Há quase dez anos, a única água que o tanque de nautimodelismo acumula é a da chuva, em poças. As marcações de futebol nas laterais indicam que o espaço não tem sido usado para o fim ao qual se destina.

Tanque de Nautimodelismo do Parque do Flamengo

Arnaud Riquet, Sergio Schoucair e Marcelo Nicolini integrantes da nova diretoria da Associação Carioca de Nautimodelismo – Foto: Felipe Hanower

Morre Mário Sophia, um eterno defensor do Parque do Flamengo.

MÁRIO FERREIRA SOPHIA, 77 ANOS

Mario Sophia e Monica Morse no Parque do Flamengo

Mário Sophia reencontrando Monica Morse, filha de Lotta, depois de quase 50 anos.

Faleceu na manhã do dia 25 de junho, aos 77 anos, o arquiteto Mário Ferreira Sophia. O caçula do Grupo de Trabalho para a Urbanização do Aterro. Mário Sophia, era ainda estudante de Arquitetura quando entrou para a equipe de Lotta como Desenhista de Projeto.

Em 1965, assinou seus primeiros projetos, “O Labirinto” e o “Teatro para Brincar”, ambos no Playground do Morro da Viúva, parte do grande projeto arquitetônico de Affonso Eduardo Reidy, seu mestre e amigo.

Sophia nos contou com alegria, grandes histórias do Grupo de Trabalho da Lotta, como Reidy o vez desenhar inúmeras vezes a curvatura da enseada da Glória, ou quando ele foi defendido à palavrões, por Lotta, em uma desavença no “barracão”, com o cineastra Ary Fernandes, diretor do famoso seriado da TV Tupi, “O Vigilante Rodoviário”.

Muito amigo de Roberto Burle Marx, tornou-se um paisagista experiente e respeitado, trabalhou em diversos órgãos da administração municipal e estadual ao longo de 50 anos de carreira. Foi diretor do Departamento de Parques e Jardins, na década de 1980; passou pela Empresa de Obras Públicas do Estado, Riourbe e a antiga Superintendência de Urbanização e Saneamento, onde teve a oportunidade de acompanhar de perto a fase decisiva das obras do Parque do Flamengo, a partir de 1963.

Além da carreira no serviço público, Mário foi professor de paisagismo nas universidades Santa Úrsula e Estácio, durante muitos anos. Manteve também uma carreira paralela como paisagista, sendo autor de diversos projetos, entre os quais o Parque Arruda Câmara, de 1985, conhecido como Bosque da Barra, onde os elementos arquitetônicos são de autoria de Carlos Werneck. Seu trabalho mais recente é o projeto paisagístico do Hotel Grand Hyatt, que será inaugurado na Barra da Tijuca.

Mário Sophia ficava revoltado quando pessoas do próprio meio acadêmico, falavam que o Pavilhão do Playground do Morro da Viúva fora projetado para ser o Museu Carmem Miranda. Expressava profunda admiração quando falava do seu companheiro do Grupo de Trabalho e seu assessor no Departamento de Parques e Jardins, Carlos Werneck.

Em nossa última conversa estava querendo visitar os amigos Júlio César Pessolani Zavala (arquiteto e ex-sócio do Escritório Burle Marx) e Ethel Bauzer Medeiros (responsável pela programação original do Parque do Flamengo).

Mário Sophia foi nosso convidado especial na comemoração do 48º aniversário do Parque do Flamengo, recebendo do Instituto Lotta o Troféu de Realizador e o Título de Presidente de Honra da instituição.

O Parque do Flamengo fica mais triste sem a alegria contagiante do Mestre e Amigo Mário Sophia. Nossas condolências aos seus familiares e amigos, em especial a viúva, aos três filhos e aos netos a quem ele tanto amava.

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Ata da 10ª Reunião Geral – 09/06/2015

ATA DA DÉCIMA REUNIÃO DO CONSELHO PARA A REFUNDAÇÃO DO PARQUE DO FLAMENGO REALIZADA EM 09 DE JUNHO DE 2015

 

1. Data, Hora e Local: Aos 9 dias do mês de junho de 2015, às 17 horas, Centro de Convenções do Edifício Argentina, na Praia de Botafogo, nº 228, 2º andar, Rio de Janeiro – RJ.

2. Convocação e Presença: Todos os signatários da presente ata foram convocados previamente pelo Instituto Lotta, via contato telefônico ou correspondência eletrônica. Participaram dessa reunião as senhoras e os senhores Adriana Lins, Andrea de Almeida Rego, André Ferreira Andrade, Arnaud Riquet, Carlos Augusto Junqueira, Cecilia Rabello de Castro Junqueira de Siqueira, Claudio Machado, Eduardo Santos, Fernando Nascimento, Fabio de Jesus Couto, Larissa Mendes, Leandro Alecrim Ribeiro, Leila do Flamengo, Leonardo Motta Campos, Luiz Pizarro, Lydia Cordeiro Jardim, Marcelo Nicolini, Maria Thereza Sombra, Moema Mariani, Monica Dutra Fernandes, Michel Btechs, Naira Motta Campos, Pedro Nogueira dos Santos, Pedro Ney Motta Lima, Polyana Albergarie Woltevs, Sergio Franco, Susanita Freire, Thenard Figueiredo, Thiago Stearns, Tomas Alvim e Uthan de Morais.

3. Mesa: Assumiu a mediação da Mesa o Sr. Fernando Nascimento, tendo sido convidado o Sr. Michel Mancini Btechs para secretariar os trabalhos e preparar a ata da presente reunião.

4. Ordem do dia e Discussões: Esta 10ª reunião geral do grupo foi marcada nas dependências do Edifício Argentina com objetivo de permitir o uso de telão para projetar o resultado de algumas iniciativas conjuntas dos participantes das reuniões, notadamente a disponibilização do site www.parquedoflamengo.com.br, assim como da proposta de Estatuto Social de associação civil para buscar centralizar e organizar os esforços conjuntos da Sociedade Civil para a efetivação do potencial de convivência das pessoas no Parque, seja por meio de um moderno planejamento de recreação pública, seja pela adoção de outras medidas compatíveis com os melhores padrões internacionais de parques com o mesmo porte do Parque do Flamengo. Além disso, a ordem do dia contempla a apresentação do conceito inicial do “Mapa do Parque do Flamengo” pela Sra. Adriana Lins, da Manifesto Design, além de relatório sobre o Power Soccer e os preparativos do evento-teste de foodtruck no Parque. Iniciados os trabalhos, foi feita apresentação por Carlos Augusto (a) sobre (i) a origem da formação e das reuniões para o Conselho para Refundação do Parque do Flamengo; (ii) a capacidade de transformação da sociedade na criação e revitalização de parques; (iii) a necessidade de estruturação de uma governança que permita à Sociedade Civil empoderar-se, participando e colaborando ativamente na consolidação de um plano diretor (master plan) que dê impulso definitivo à revitalização do Parque do Flamengo de forma estruturada; (iv) a estratégia de ocupação do parque por meio do oferecimento de produtos e serviços de qualidade aos frequentadores; (v) a necessidade da sociedade colaborar com as forças de segurança pública para que se fomente o pertencimento da coisa pública, de uso comum do povo, o que representa o oposto da alienação e indiferença; seguindo a ordem do dia, Fernando Nascimento (b) apresentou e inaugurou o site para o Parque do Flamengo, apresentando algumas das funcionalidades, auxiliado pela Polyana, o qual funcionará ligado a um banco de dados que pode ser atualizado e aprimorado pelo administrador do site ou outros colaboradores; na medida em que outras pessoas se voluntariem a colaborar, outras informações poderão ser divulgadas e aprimoradas, tais como eventos, elementos arquitetônicos, mapa do Parque, ou mesmo informações históricas do passado do Parque que vierem a ser reunidas; o conceito do site é que seja colaborativo e orgânico, que possa suprir a necessidade de informações a serem constantemente divulgadas conforme sejam enviadas pelos colaboradores para fins de alimentar o site (com fotos, agendas de eventos, reportagens, etc.), sem prejuízo do canal aberto ao público para a marcação de reuniões e debates na área do Parque, assim como o envio de sugestões e informações cuja publicação poderá ser filtrada pelos administradores; ainda mencionou-se que a ideia não é criar um mural de crítica ou reclamações, mas um fórum para encontro de ideias construtivas a respeito do que pode ser feito para aproveitamento do imenso potencial dessa área de uso comum do povo por pessoas cidadãs e de boa-fé, interessadas em contribuir de verdade com a coletividade, despojando-se de vaidades e outros obstáculos ao entendimento comum; na sequência foi discutido o que seria o próximo passo em termos de desenvolvimento tecnológico para o parque, (c) o projeto de elaboração de um aplicativo a ser utilizado para referir e divulgar locais turísticos que funcione por georreferenciamento, capaz de permitir aos frequentadores do Parque, por meio de aplicativos móveis, maiores informações sobre os objetos do Parque e sua localização geográfica, assim como interação e facilidade no encontro; na sequência, foi feita apresentação pela Sra. Adriana Lins (d) sobre o conceito da comunicação de um “Mapa do Parque do Flamengo” para distribuição em larga escala, divulgando os elementos que o compõem, assim como as atividades que estejam disponíveis; foi discutida a simbologia do movimento “OcupaParque”, a qual foi refletida no “esboço” produzido; foi discutida a semântica e a representatividade do termo “OcupaParque”, o qual planeja-se que seja utilizado de maneira não definitiva, apresentando um chamamento à conscientização; entendeu-se que essa “marca” deve ser revista após consolidação do nome da associação civil que irá aglutinar e catalisar os esforços coletivos do “Conselho para Refundação”, do “OcupaParque”, entre outras iniciativas aderentes aos princípios de conservação, preservação e segurança; na sequência, Pedro e Eduardo Santos apresentaram o (e) andamento dos trabalhos para o evento teste de FoodTrucks, considerando a infraestrutura necessária para sua realização como energia elétrica, estacionamento, banheiros, etc.; foi discutida a promoção de atividades de sustentabilidade e conscientização dos frequentadores durante o evento para que evitem condutas impróprias como o descarte inconsequente de lixo, etc.; na sequência, a convite de Fernando Nascimento foi feita apresentação pela Sra. Mônica Monica Dutra Fernandes (f) sobre a campanha do Rio Power Soccer na Copa Powerchair Libertadores, realizada em Montevidéu, no Uruguai, entre os dias 4 e 7 de junho de 2015; agradecendo a contribuição financeira oferecida por participantes do Conselho para Refundação do Parque do Flamengo, Monica narrou as conquistas e percalços na viagem dos atletas com limitações físicas, na maior parte tetraplégicos, que integram a Associação Brasileira de Futebol em Cadeira de Rodas (ABFC); ainda mencionou outras questões de interesse do time, como acessibilidade e visibilidade no parque; por fim, foi feita breve exposição pelo Carlos Augusto (g) sobre a personalidade jurídica de uma associação civil sem fins lucrativos, com a qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) ou não, apta a ser inscrita no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas ­– CNPJ, assumindo governança e obrigações próprias; foi apresentada a minuta de Estatuto Social proposta pelo advogado, frisando que é ele o único responsável por sua elaboração; registra que trabalhou em fins de semana e feriados em caráter pro bono (sem remuneração) em razão de acreditar na força do grupo formado ao longo desses dez encontros, nos princípios de humanismo adquiridos de seus pais, na escola e na universidade que cursou, assim como no exercício da cidadania, a qual em seu entendimento apenas se efetiva pela participação ativa e colaboração em movimentos comunitários como esse; foram apresentadas algumas cláusulas da minuta de Estatuto Social, a qual será distribuída para leitura e comentários dos interessados em associar-se; o prazo para envio de dúvidas e comentários foi fixado em 30 dias, ou seja, até 10 de julho de 2015.

5. Participantes: Srs. Adriana Lins (Manifesto Design), Andrea de Almeida Rego (IRPH), André Ferreira Andrade (AMA – Glória), Arnaud Riquet (Nautimodelismo), Carlos Augusto Junqueira (advogado morador de Botafogo), Cecilia Rabello de Castro Junqueira de Siqueira (advogada moradora de Botafogo), Claudio Machado (Caminhos do Rio), Eduardo Santos (Ponto Com Arte), Fernando Nascimento (Instituto Lotta), Fabio de Jesus Couto (Secretaria de Esportes do Estado), Larissa Mendes (ONG Casa da Árvore), Leandro Alecrim Ribeiro (FLAMA), Leila do Flamengo (Vereadora); Leonardo Motta Campos (Instituto Lotta), Luiz Pizarro (MAM), Lydia Cordeiro Jardim (Caminhos do Rio), Marcelo Nicolini (Nautimodelismo), Maria Thereza Sombra (AMOV), Michel Mancini Btechs e Thenard Antunes Figueiredo (Souza Cescon Advogados), Moema Mariani (Projeto Resgate História do Parque do Flamengo), Monica Dutra Fernandes (Rio de Janeiro Power Soccer Clube), Naira Motta Campos (Instituto Lotta), Pedro Nogueira dos Santos (Ponto Com Arte), Pedro Ney Motta Lima (Lupa Comunicação), Polyana Albergarie Woltevs (Instituto Lotta), Sergio Franco (arquiteto, gabinete da Vereadora Leila), Susanita Freire (Bonecos em Ação), Tomas Alvim (Arq. Futuro), Thiago Stearns (neto de Lotta Macedo Soares) e Uthan de Morais (Quiosques).

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