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Gatos

Cuidado! A Esporotricose está presente nos gatos do nosso Parque.

publicado por: Fernando Nascimento em

ESPOROTRICOSE NO PARQUEgatos_esporotricose_1

Quando o vereador Claudio Cavalcanti propôs na Câmara Municipal a Lei nº 4.956, aprovada em 03 de dezembro de 2008 – A Lei do Animal Comunitário, não sabia que estava selando um destino trágico para os gatos do Parque do Flamengo. São mais de 500 gatos em todo o parque para poucas e despreparadas cuidadoras.

A Lei estabelece que os responsáveis-tratadores dos animais comunitários devem manter com esses um vínculo de afeto, dependência e manutenção, além de serem qualificados e identificados por órgão competente do poder executivo. Não é o que acontece no Parque do Flamengo, onde a comida para gatos é espalhada pelo parque, alimentando de forma desordenada e perigosa a saguis, gambás, ratos e pombos. As dezenas de garrafas de refrigerantes cortadas e adaptadas como vasilhas de água, são potenciais focos naturais do mosquito transmissor da dengue e da febre chicungunha. Não fosse isso suficiente, agora apareceram gatos no parque com sintomas de esporotricose e esses pseudos responsáveis-tratadores não desenvolvem nenhum programa educativo, deixando as pessoas que visitam o parque, principalmente as crianças, a mercê desse perigo.

Esporotricose é uma doença caracterizada por lesões na pele que aparecem geralmente na face e membros, progredindo para o restante do corpo e pode ser contraída pelo homem. É causada por um fungo (Sporothrix Schenckii), que é encontrado na natureza. Atualmente o gato doente é o principal transmissor para o ser humano e outros animais. O contágio se dá através do contato com a terra, arranhadura e/ou mordedura de gatos contaminados. O gato é o animal doméstico mais sensível à esporotricose. Adquirem a doença através de brigas e traumatismos, que ocorrem principalmente durante o acasalamento. 

Sintomas no Ser Humano

Na maioria das vezes, surge uma lesão avermelhada no local do traumatismo causado pelo gato, que pode desaparecer ou aumentar de tamanho e vir acompanhada de outras lesões enfileiradas. Após a inoculação na pele, há um período de incubação, que pode variar de poucos dias a 3 meses. As lesões são mais frequentes nos membros superiores e na face.

A esporotricose apresenta formas cutâneas, restritas à pele, tecido subcutâneo e sistema linfático, que são as mais frequentes, e formas extra-cutâneas, que afetam outros órgãos e são mais raras. Também podem aparecer dores nas articulações e febre. Não ocorre transmissão entre pessoas.

Tratamento

O tratamento da esporotricose pode ser realizado com o iodeto de potássio, que é bastante eficaz mas pode ser acompanhado de efeitos colaterais, além de antimicóticos de uso sistêmico (via oral). As doses e o tempo de tratamento variam e devem ser determinadas pelo médico dermatologista. Fomas graves da doença podem necessitar de tratamento com antimicótico por via venosa.

Prevenção

  • Usar luvas ao manipular gatos doentes;
  • Limpar o ambiente com água sanitária;
  • Gatos em tratamento devem ser mantidos em local seguro e isolado;
  • Durante todo o tratamento, o animal poderá transmitir a doença ao cuidador;
  • Cremar os animais mortos. É importante não joga-los no lixo, rios ou enterrá-los, pois o fungo sobrevive na natureza;
  • Não realizar curativos locais e não banhar gatos com esporotricose;
  • Castrar gatos e gatas saudáveis para diminuir a possibilidade de transmissão da doença.

Dados obtidos em folheto da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses, da Secretaria Municipal de Saúde.

Fotos da doença em humanos

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Saguis

Perigo: os Saguis chegaram ao Parque.

publicado por: Claudio Machado em

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Além dos pássaros e aves o parque agora tem outro morador, não tão bem-vindo, os adoráveis saguis de tufos-brancos (Callithrix jacchus) e de tufos-pretos (Callithrix penicillata). O que parece ser mais uma bela exibição da rica natureza, na verdade, representa um problemão para a nossa fauna e até para a saúde dos seres humanos. Se esses adoráveis bichinhos aranharem ou morderam alguma pessoa, ela pode ser contaminada pelo vírus da raiva, hepatite e uma série de outras doenças e, também, contaminar outras pessoas. Eles não são nativos dos estados do Sul e do Sudeste, e chegaram às nossas matas como consequência da venda ilegal de animais silvestres.

Originário do Nordeste, os micos se proliferaram rapidamente. É muito comum vermos famílias inteiras de mico-estrelas, como também são conhecidos, passeando por árvores e pelos fios da rede elétrica da cidade atrás de comida. Bastante agressivo e voraz comedor de ovos, ameaça seriamente espécies nativas de pássaros, aves e mamíferos, em extinção, como o mico-leão-dourado e o formigueiro-do-litoral, um dos pássaros mais raros do mundo. A proliferação desenfreada dos saguis também coloca em risco a nossa saúde. Esses simpáticos macaquinhos são transmissores do vírus da raiva e outras doenças para os seres humanos.

O aumento exponencial desses pequenos predadores tem como uma de suas causas a fartura de alimentos que as pessoas, inocentemente, lhes oferecem. No processo natural as fêmeas tinham uma ou duas crias ao ano, mas com a atual disponibilidade de comida, elas agora têm seis, sete e até oito crias ao ano. Por isso os especialistas pedem que as pessoas não alimentem os animais. Dá para imaginar o que teremos no futuro se nada for feito para solucionar esse problema: uma natureza bem menos exuberante.

A solução do problema dos micos invasores é complexa e divide opiniões. Para muitos biólogos e cientistas, o caso é extremo, a única medida capaz de resolver essa questão é a eliminação dos micos. Não é crime exterminar espécies nocivas em determinadas áreas. O problema é que falta recurso para pesquisas sobre como isso seria feito. Há quem defenda a castração dos machos, que já vem sendo realizada pelo Laboratório de Ecologia de Mamíferos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Apesar de barato, este processo não é considerado tão eficiente. A terceira possibilidade é a transferência dos saguis para seu habitat natural. A ação levaria anos e anos, o que pode ser tarde demais para um problema tão urgente. Especialistas caminham com cuidado, num terreno cheio de obstáculos e com pouquíssima verba.

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