Viaduto Paulo Bittencourt

Inaugurado em 22 de agosto de 1963, o Viaduto Paulo Bittencourt, projeto do arquiteto Affonso Eduardo Reidy, em frente ao Museu de Arte Moderna-MAM, destaca-se por sua elegante forma elástica em curva contínua, provocando um belíssimo efeito estético. O nome é uma homenagem ao jornalista Paulo Bittencourt, em reconhecimento à sua atuação em prol das artes plásticas e na própria criação do MAM, onde foi sócio-fundador e Conselheiro.

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A obra executada pela Empresa Metropolitana de Construções (METROCON S.A) teve os cálculos estruturais feitos pelo engenheiro Sydney Martins Gomes dos Santos, catedrático em resistência de materiais e antigo diretor da Universidade do Estado da Guanabara.  Com custo estimado de CR$ 42 milhões, a estrutura tem 85 metros de comprimento por 10 m de largura, vão livre de 56 m, rampa máxima de 14º e altura mínima de 4 m sobre as pistas.

Construído em concreto aparente protendido, compõe-se de vigas triangulares justapostas, de seção variável, constituída de três partes sendo duas delas em balanço, em cujas extremidades apoia-se o trecho central. Para reduzir a altura a ser vencida para a travessia, de modo a evitar maior esforço aos pedestres, bem como encurtar a estrutura, foram rebaixadas as pistas de tráfego, atingindo no local da passarela a cota de 2,7 m, ficando assim assegurado o escoamento das águas pluviais por gravidade.

Em 21 de setembro de 1967, o governador Negrão de Lima, na presença de Niomar Moniz Sodré, esposa do jornalista, inaugurou a placa de bronze do viaduto, homenageando Paulo Bittencourt, ex Diretor-presidente do jornal Correio da Manhã, morto em 02 de agosto de 1963.

A beleza da passarela foi muito bem ilustrada por uma crônica de Rubem Braga, publicada na revista Manchete, em 20 de maio de 1964:

Aquela ponte lançada sobre a pista em frente ao Museu de Arte Moderna é uma das coisas mais belas do Rio. A gente vê que é possível fazer poesia com o cimento; e entende que a linha reta é irmã da linha curva; e que o cálculo mais sábio pode resultar na maior emoção de simplicidade.

Muita gente passa por ali sem reparar na elegância extraordinária do pequeno viaduto. Não aquele português chofer de táxi com quem eu vinha conversando. Confessou-me que passou muitas vezes sob a ponte sem reparar nela. Um dia, porém, leu no jornal que ela custara não sei quantos milhões – um absurdo. Então reparou e achou bonita. Como não levava passageiro no momento, parou o carro, saltou e foi olhar a ponte de um lado e de outro.

“É uma beleza, doutor. É reta e ao mesmo tempo é enviesada, é forte mas parece que está solta no ar. Vou lhe dizer uma coisa, senhor doutor. Pode ter custado caro, mas aquilo não é uma ponte, é um monumento, um verdadeiro monumento.

Mesmo que não tivesse serventia, está ali a enfeitar a cidade. É um monumento, doutor.”

Obs: o Viaduto Paulo Bittencourt é o item n° 6 da relação anexa ao Processo n° 748-T-64, de Tombamento do Parque.

Localização: Av. Beira Mar em frente ao Museu de Arte Moderna.

Viaduto Paulo Bittencourt

Referências:

Periódicos

Lacerda inaugura viaduto e diz que Bittencourt amou a liberdade e a verdade. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 23/08/1963.

Viaduto Paulo Bittencourt. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 22/08/1963.

Inaugurado viaduto Paulo Bittencourt. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 23/08/1963.

Viaduto Paulo Bittencourt – leva o povo à arte. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 02/10/1963.

Professores destacados de 1964. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 27/12/1964.

Placa lembra Paulo em seu viaduto. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 21/09/1967.

 

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