Monumento a Estácio de Sá

Construído no local da antiga foz do rio Carioca, a obra do arquiteto Lúcio Costa em homenagem ao fundador da cidade, Estácio de Sá, teve a pedra fundamental lançada pelo primeiro ministro de Portugal, Marcelo Caetano, em 12 de julho de 1969, na presença do governador Negrão de Lima. Foi inaugurada pelo governador Chagas Freitas, em 29 de março de 1973, na presença do embaixador de Portugal, José Hermano Saraiva.

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O monumento, com uma área de 450 m², em forma de triângulo, cujo um dos vértices aponta para o Morro Cara de Cão, local de fundação da cidade, é dividido em dois níveis. No piso inferior, uma porta de bronze, de autoria do escultor Honório Peçanha, onde estão impressos em relevo, o primeiro mapa quinhentista da Guanabara e o brasão do fundador, dá acesso ao subsolo. Nele, réplicas da lápide de Estácio de Sá e do marco de fundação, estão depositadas sobre uma caixa de areia que representa a praia onde ele desembarcou e fundou a cidade. Uma estrutura de vidro trapezoidal na laje do monumento cria um efeito de claraboia no salão, permitindo que os raios solares entrem e incidam sobre a cripta e o marco. No piso superior, encontra-se o marco comemorativo, um obelisco de 17 metros de altura.

A intenção do governo era que o monumento abrigasse os restos mortais de Estácio de Sá, sepultados na Basílica de São Sebastião Frades Capuchinhos, na Tijuca. Mas, os frades franciscanos, guardiães centenários da relíquia, alegando ser disposição testamentária de Estácio, o seu sepultamento naquele solo sagrado, a qual fora reconhecida por um decreto do imperador Pedro II e, posteriormente, pelo presidente Epitácio Pessoa, se negaram a fazer o traslado dos despojos. Por conta dessa discordância, as chamadas “Relíquias Históricas da Cidade”, permanecem até hoje na Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca.

Centro de Visitantes

Em 11 de novembro de 2010, após permanecer fechado para obras de restauração e reforma durante três anos, o prefeito Eduardo Paes, inaugurou o Centro de Visitantes do Monumento. O local está equipado com computadores que podem ser usados para pesquisa e totens multimídias, onde turistas e cariocas poderão conhecer um pouco mais sobre a história do Rio, através de um conteúdo audiovisual.

O Centro também conta com um espaço destinado a exposições de arte, fotografias, esculturas, pinturas, encenações e apresentações musicais. Possui, ainda, um auditório com capacidade para 37 pessoas com projetor, telão e televisores de LCD, podendo ser utilizado para sessões de cinema, palestras, workshops, entre outras atividades.

Durante a cerimônia de inauguração foi assinado o protocolo de intenção entre a prefeitura e a Universidade Estácio de Sá, que passou a exercer a curadoria do espaço.

Visitação: de terça a domingo, das 9h às 17h (entrada franca)

Contato: [email protected]

Obs: o Monumento a Estácio de Sá não consta da relação anexa ao Processo n° 748-T-64, de Tombamento do Parque. A obra foi solicitada pela Divisão do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Guanabara em 24/06/1969 e tolerada pelo IPHAN.

Localização: próximo ao Morro da Viúva, entre o Restaurante Rio’s e a Ciclovia Mané Garrincha, no Parque Carlos Lacerda.

Como Chegar

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Estácio de Sá

Jovem português, fundador da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1º de março de 1565, e seu primeiro Governador.

A criação da cidade, situada no pequeno istmo entre o morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar, tinha como objetivo iniciar a luta pela expulsão dos franceses e seus aliados, os índios tamoios, que ocupavam a região. A fundação do Rio de Janeiro era, também, importante para a manutenção da paz na cidade de São Paulo, já que partiam dali os constantes ataques dos índios àquela região.

Após dois anos de constantes ataques dos índios, Estácio de Sá recebe reforços vindos da Bahia. Uma frota comandada por seu tio Mem de Sá, Governador-geral do Brasil chega à Guanabara em 18 de janeiro de 1567. No dia 20 de janeiro ocorre o ataque contra os franceses e os tamoios. A luta foi difícil, mas a vitória coube aos portugueses.

Durante a batalha Estácio de Sá recebeu uma flechada no rosto, que o deixou bastante ferido. Faleceu um mês depois, em 20 de fevereiro de 1567, provavelmente por septicemia decorrente do ferimento e foi sepultado na primitiva capela da várzea do Cara de Cão. Em 1583, seus restos mortais foram trasladados para a Igreja de São Sebastião no alto do Morro do Castelo, onde, em 1862, foram exumados na presença do Imperador Pedro II e colocados em uma urna de pau brasil, fechada em um cofre de chumbo e depositados no chão da capela-mor sob uma lápide epigrafada. Permaneceram alí até 1922, quando foram transferidos para uma capela na Tijuca, atual Basílica de São Sebastião Frades Capuchinhos, por conta da demolição do morro, iniciada em 1921.

Sobre a Universidade Estácio de Sá

Um dos maiores e mais conceituados grupos de ensino superior da América Latina, a Estácio atua há 45 anos no país. A instituição possui cerca de 5 mil funcionários, corpo docente de 9 mil professores e 468,9 mil alunos matriculados. Está presente em 22 estados e no Distrito Federal.

Com um total de 84 campi, oferece diversos cursos presenciais e a distância de Graduação Tradicional, Tecnológica e Licenciatura nas áreas de Ciências Exatas, Biológicas e Humanas, cursos de pós-graduação lato sensu presenciais e a distância, cinco cursos de Mestrado e três cursos de Doutorado (Direito, Odontologia e Educação), avaliados com elevados conceitos de qualidade pelo MEC (Capes), educação corporativa e cursos de extensão.

A Estácio aposta na tecnologia e na inovação como diferenciais que ampliam e transformam as oportunidades de aprendizado dos seus alunos e proporcionam as melhores soluções para as empresas e seus colaboradores.

Desenhos de Lúcio Costa para o Monumento

 

Referências

Periódicos

Caetano vê primeiro ato do monumento à fundação do Rio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 14/07/1969.

Monumento a Estácio de Sá em fase de estudo. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 12/01/1970.

Capuchinhos reafirmam que não entregarão restos de Estácio para seu monumento. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 28/02/1970.

Gildo Borges acredita que capuchinhos abram mão dos despojos de Estácio de Sá. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 26/03/1970.

Parada Ganha. Jornal do Brasil (Coluna do Zózimo), Rio de Janeiro, 24/09/1970.

Monumento a Estácio de Sá fica pronto dia 30 com um ano de atraso. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 02/08/1972.

Capuchinho na entrega Estácio de Sá. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 05/09/1972.

Despojos de Estácio de Sá: Chagas pede ajuda a D. Eugênio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 30/03/1973.

Chagas inaugura monumento a Estácio de Sá e padres capuchinhos não aparecem. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 30/03/1973.

Igreja de São Sebastião: uma visita aos capuchinhos. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 20/01/1974.

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