Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial

Idealizado pelo Marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes, Comandante da Força Expedicionária Brasileira-FEB, o monumento é o cumprimento de  promessa feita pelo Marechal de trazer de volta ao país, os heróis brasileiros mortos nos campos de batalha da Itália.

De autoria dos arquitetos Marcos Konder Netto e Hélio Ribas Marinho, o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, teve sua construção iniciada em 24 de julho de 1957 e concluída a 24 de junho de 1960. Foi inaugurado, no dia 05 de agosto de 1960, pelo Presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira.

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O projeto foi concebido com a preocupação dominante de dar ao Monumento Nacional a interação necessária no belíssimo cenário natural em que se encontra e torná-lo participante da composição urbanístico-arquitetônica planejada para o local. 

O monumento propriamente dito cobre uma área de 850 metros quadrados em três planos: Plataforma, Patamar e Subsolo. A sua área total é de 10.000 metros quadrados.

A Plataforma de concreto armado que está colocada a 3 metros do subsolo, é atingida por uma escadaria monumental de 30 metros de largura com 26 degraus, revestidos de granito preto da Tijuca. Ela tem o formato de um grande L e é toda pavimentada com placas de granito preto da Tijuca.

Encontram-se nela: Pórtico Monumental, Túmulo do Soldado Desconhecido, Painel Metálico, Pirâmide Triangular e Grupo Escultórico.

O Pórtico Monumental é formado por dois pilones, medindo cada um 31m de altura, encimados por uma base de concreto aparente com 220 metros quadrados de superfície. Simbolizam dois braços erguidos com as mãos abertas, pedindo bênçãos aos céus. Ao centro do pórtico está o Túmulo do Soldado Desconhecido, onde está depositada uma urna com os despojos de um soldado desconhecido e, também, localizada uma pira cuja chama nunca se apaga, assim como, uma pedra de mármore preto onde está escrita a frase “O Brasil ao seu Soldado desconhecido”.

A Escultura Metálica, instalada sobre uma base de granito, é de autoria de Júlio Catelli Filho, e foi executada em perfis de ferro metalizado e pintado. De caráter abstrato, mas simbólico, suas linha sintetizam, na expressão mais simples, as formas dos engenhos de guerra aérea. Os elementos triangulares, que se repetem e harmonizam em contraponto espacial, geram uma unidade ótica em que as formas geométricas puras e espaço se completam representando o símbolo da aviação. Tal simbolismo é reforçado pelo efeito psicológico causado no observador, o qual, em virtude de pontos de vista sempre baixos, vê o conjunto recortado contra o céu, que é o cenário obrigatório da ação aérea.

Sobre uma base de granito está o Grupo Escultórico com cinco metros de altura. De autoria de Alfredo Ceschiatti, foi confeccionado em granito de Petrópolis, e homenageia as três Forças Armadas, representadas por um marinheiro, um soldado e um aviador.

Ainda, na plataforma, encontra-se a Pirâmide Triangular, onde constam as inscrições relativas à obra: inauguração, comissões e equipe responsável pelo projeto.

No Patamar, localizam-se o Museu, jardim interior, lago e um conjunto de mastros. Como homenagem às marinhas de Guerra e Mercante, dois painéis de cerâmica ladeiam a entrada do Mausoléu.

No Museu, onde estão expostas fotografias, troféus e armas da campanha militar encontra-se, também, um grande painel em afresco, de autoria de Anísio Araújo de Medeiros, no qual o artista procurou afixar não só as atividades e atitudes do povo e dos expedicionários durante a campanha, como também exaltar o valor do mesmo expedicionário, como ex-combatente no trabalho que empreende, quando de retorno à vida pacífica.

O Jardim Interior, um gramado em forma triangular, tem ao centro o roteiro estilizado da Campanha na Itália, no qual duas muretas de granito preto simbolizam os rios Serchio e Reno, em cujas margens a FEB atuou durante mais tempo. Temos, ainda, oito triângulos de granito com os nomes dos principais combates travados no Teatro de Operações da Itália e três emblemas gravados em granito, simbolizando as três Forças Armadas: o “Senta a Pua” para a Aeronáutica, a “Cobra Fumando” para o Exército e a “Âncora” para a Marinha.

Um lago com 70 metros de comprimento e 12 de largura, constituído por quatro espelhos d’água, escalonados em altura, produz iluminação direta e ameniza a temperatura no subsolo. A circulação da água, mantida por meio de bombas, permite a formação contínua de uma cortina de água à semelhança de uma cascata.

No subsolo está localizado o Mausoléu. De amplas dimensões e composto por colunas de concreto aparente que o dividem em duas partes, nele estão situados os jazigos, em grupos de 11 quadras revestidas de granito com lápides de mármore de Carrara, alternadas de 48 e 36 jazigos, num total de 468. Nos treze primeiros jazigos foram sepultados os despojos dos não identificados, razão pela qual neles está gravado o seguinte: “Aqui jaz um herói da FEB, Deus sabe seu nome”.

Os dois jazigos seguintes possuem as lápides sem qualquer inscrição, pois são destinados a receber os restos mortais de dois soldados não encontrados até a presente data. Ainda no mausoléu encontra-se, junto à entrada, em painel fotográfico, uma vista do Cemitério Militar Brasileiro de Pistóia.

ATRAÇÕES

Troca da Guarda: às 10h do primeiro domingo dos meses de junho, agosto e outubro; nos demais meses, ocorre na primeira sexta-feira. Nessa oportunidade a Força Armada que durante um mês guardou o monumento, é substituída por outra, num rodízio entre o Exército, a Marinha e a Aeronáutica.

Homenagem ao Soldado Desconhecido: prestada por instituições e entidades brasileiras e estrangeiras, em datas estabelecidas ou não, e que consiste na colocação de uma coroa de flores junto ao túmulo.

Dia da Vitória: anualmente, no dia 8 de maio, recordando o dia da vitória dos Aliados na Europa. Na ocasião, personalidades civis e militares são condecoradas com a medalha da Vitória, outorgada pelo Ministério da Defesa.

Homenagem aos mortos das Marinhas de Guerra e Mercante: anualmente, no dia 21 de julho.

Vigília da Saudade: anualmente, no dia 2 de novembro, em memória dos soldados mortos no cumprimento do dever. Obedece a um programa estabelecido pela Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira (ANVFEB).

Obs: o Monumento aos Pracinhas é o item n° 8 da relação anexa ao Processo n° 748-T-64, de Tombamento do Parque.

Localização: Parque Brigadeiro Eduardo Gomes.

Endereço:  Av. Infante Dom Henrique nº 75 – Glória – Rio de Janeiro – RJ.

Visitação: terça a domingo, de 09:00 às 17:00 horas.

Entrada franca, com estacionamento e bicicletário gratuitos.

Visitas mediadas para grupos sob agendamento:

Tel: (21) 2240-1283

E-mail: comsoc.mnmsgm@hotmail.com (preferencialmente).

 

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