Passarela para Pedestres

O projeto do Parque do Flamengo estabeleceu além do Viaduto Paulo Bittencourt, a construção de quatro passarelas para a travessia de pedestres. Inauguradas em 05 de dezembro de 1967, a primeira passarela em frente ao Hotel Glória, que faz a ligação da Av. Beira-Mar com o canteiro central entre as pistas de alta velocidade, recebeu o nome de Viaduto Paulo Maranhão, em homenagem ao jornalista paraense, dono do jornal Folha do Norte. A segunda passarela, que dá continuidade à primeira, fazendo a ligação do canteiro central com a atual ciclovia e terminando em frente ao antigo bosque do parque, não foi nominada.

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Em 25 de abril de 1968, foi inaugurada a passarela próxima ao Outeiro da Glória, também ligando a Av. Beira-Mar ao canteiro central entre as pistas. Esta recebeu o nome do jornalista Irineu Marinho, niteroiense e fundador do Jornal O Globo. Dando continuidade a esta, uma segunda passarela inaugurada na mesma data, mas também sem nome, parte do canteiro central e desemboca na ciclovia, em frente à Marina da Glória.

Essas quatro passarelas são tombadas e estão concentradas no trecho inicial do parque. Devido a sua localização, deixavam como única alternativa de travessia segura para o resto do parque, as passagens subterrâneas. Como estas foram construídas no trecho de maior afluência de público, mas são distantes uma da outra, as pessoas se aventuravam na travessia das pistas de alta velocidade, pondo em risco suas vidas.

Divido ao grande número de atropelamentos ocorridos, duas novas passarelas foram projetadas por Burle Marx e construídas pela Empresa Metropolitana de Construções (METROCON S.A). Inauguradas em 16 de dezembro de 1969, receberam os nomes de Aécio Bossuet Bagueira Sampaio, arquiteto e ex-chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Obras Públicas, a que fica entre às ruas Silveira Martins e Ferreira Viana; e de Fernando de Aguiar Moncorvo, arquiteto e chefe da Divisão de Patrimônio da SURSAN, a localizada em frente à Rua Paissandu. Feitas em concreto, têm 72 metros de extensão por 3,5 metros de largura, gradil de ferro, acesso em pedras portuguesas e piso de concreto de alta resistência. Custaram, à época, a quantia de NCr$ 320 mil, cada uma. As duas não são tombadas.

Obs: as Passarelas são o item n° 12 da relação anexa ao Processo n° 748-T-64, de Tombamento do Parque.

Referências

Periódicos

Falecimentos. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 29/11/1963, pag. 2.

Parque do Flamengo terá urbanização concluída até fim do próximo ano. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 27/10/1968, pag. 5.

Atêrro terá 3 Passarelas e cercas de arame farpado. O Jornal, Rio de Janeiro, 27/12/1968, pag. 9.

Novas passarelas surgirão no Atêrro. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 11/02/1969, pag. 1.

Negrão de Lima vai homenagear D. Lota Macedo. Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 08/11/1969, pag. 2.

Homenagem a Dona Lota. O Jornal, Rio de Janeiro, 08/11/1969, pag. 10.

Atêrro dá nomes a passarelas. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 08/11/1969, pag. 7.

Passarelas do Flamengo vão ser entregues. Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 16/11/1969, pag. 7.

Entrega de passarelas e viaduto. O Jornal, Rio de Janeiro, 16/12/1969), pag. 5.

Negrão inaugura obras no Aterro e na Zona Sul. Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 17/12/1969, pag. 2.

Passarela do Atêrro será inaugurada a 6. Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 19/11/1969, pag. 6.

Atêrro abre dia 13 duas passarelas. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 05/12/1969, pag. 5.

Passarela do Aterro. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, 18/12/1969, pag. 4.

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