Pistas de Aeromodelismo

As pistas para a prática de Aeromodelismo, na modalidade de Voo Circular Controlado-VCC, foram inauguradas em 25 de agosto de 1963, sendo o primeiro elemento ativo do Parque a ser concluído por orientação de Ethel Bauzer Medeiros.

As duas pistas, sendo uma com 50 m de diâmetro (oficial) e outra menor com 40 m de diâmetro, são circundadas por um extenso banco de concreto (pintado de azulão) e protegidas por tela metálica.

 

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Elizabeth Bishop, em carta ao amigo Robert Lowell, relata a inauguração da pista de aeromodelismo: “ontem às nove da manhã foi a inauguração dos campos de aeromodelismo – são dois, com bancos em volta – muito bonitos. O aeromodelismo é muito popular, imagino que nos Estados Unidos também, só que nunca pensei nisso, é claro”.

O próprio Carlos Lacerda, que foi lá para inaugurar, disse: “até ontem eu nem sabia pronunciar esta palavra”. Seja como for, um grande sucesso. A Lotta desamarrou a fita e foi arrastada para debaixo dos refletores e ganhou um monte de rosas murchas. Eu também estava no pequeno palanque, e havia milhares de pessoas. Tem tão pouca coisa para o público no Rio que qualquer coisa é uma dádiva dos deuses. Foi engraçado ouvir os discursos cobrindo de elogios dona Maria Carlota Costallat de Macedo Soares como amiga das crianças e benfeitora da humanidade. Enquanto isso, a Lotta estava gritando e quase chutando uns garotinhos que estavam subindo no palanque, xingando os fotógrafos etc., fazendo caras feias e dizendo cobras e lagartos. Eu dizia a toda hora: “faça uma cara agradável! Está todo mundo olhando para você!”. Mas realmente, no tempo em que o Carlos era jornalista e vinha almoçar com a gente no domingo e ficava conversando conosco, quem poderia imaginar que ele e a Lotta iam acabar num palanque bambo assistindo a uma exibição de aeromodelismo? O que virá depois disso?

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O VCC (Voo Circular Controlado, também conhecido por U-CONTROL (nome derivado do formato da manete em “U”), é a modalidade do Aeromodelismo em que o  piloto é ligado ao avião por meio de um par de cabos que comandam os movimentos do profundor (para cima ou para baixo), fazendo o avião subir ou descer, movimentando também os flaps da asa.   

Muito difundido em países europeus, O VCC no Brasil conta com um número relativo de praticantes dedicados a esse esporte que exige concentração, dedicação e persistência. Ao contrário do que muitos pensam, o VCC é esporte sim, reconhecido pela FAI (Federação Aeronáutica Internacional) – entidade que rege todas as modalidades de esportes aeronáuticos.

Em dezembro de 1987, o Diário Oficial da União publicou a oficialização do Aermodelismo – VCC como esporte no Brasil, graças aos esforços de Walter Nutini, após 12 anos de intenso trabalho.

O VCC não é um esporte “gratuito” e como em qualquer esporte técnico, há gradações de complexidade e custo, cabendo ao praticante definir o nível de despesa que pretende e pode atingir. Analisemos isso sob um ponto de vista realista e prático. Uma “mountain bike”, uma prancha de surf, equitação, canoagem, etc, são tão ou mais caros que o aeromodelismo. Para colocar esta afirmação em perspectiva, basta lembrar que um carro de “1000 cc” nos leva ao trabalho, à escola ou a passeios da mesma forma que um Ferrari: o primeiro custa 30 mil reais, o segundo, 3 milhões de reais.

Deve-se levar em consideração que à medida que o aeromodelista vai se aperfeiçoando, a quebra de equipamentos vai ficando cada vez menor e há a possibilidade de reciclagem de peças e equipamentos, diminuindo o custo das novas construções. Motores, rodas, tanques, arames, etc… tudo vai sendo aproveitado. Evidentemente, quando se inicia é impossível escapar de uma primeira despesa.

É aí que entra a necessidade de bom senso e orientação prática para evitar a compra de equipamentos inadequados ou excessivamente sofisticados, obtendo-se a melhor relação custo/eficiência possível. Pretendemos aqui, passar alguma orientação para os interessados, instruindo-os nos primeiros passos, analisando de forma objetiva e prática os itens básicos de que deverá dispor o aeromodelista iniciante, ao menor custo possível.

Modelos como Tamanco, T-25, são os mais indicados para quem quer iniciar no VCC. Podem ser adquiridos já prontos ou em forma de kits para montar, ou ainda a partir de plantas, em que o iniciante poderá cortar as peças individualmente, o que é uma experiência muito válida para aguçar a sensibilidade visual, noção espacial, aerodinâmica e demais aspectos inerentes ao VCC.

Com um custo aproximado entre R$ 600,00 R$ 850,00 é possível voar com todo o equipamento necessário, incluindo peças de reposição normais como velas e hélices (sobressalentes). Esse equipamento inclui um motor (nacional) que, se bem cuidado e corretamente amaciado, durará anos e anos, podendo ser passado de um avião para outro. Como se pode ver, nada complicado.

O ideal para iniciação é um avião de tamanho médio, ou seja, para motor 25, perfilado (fuselagem de chapa com motor de lado), com envergadura entre 0,80 e 1,00m e acabamento simples, apenas o suficiente para selar a estrutura contra o óleo. Aviões muito pequenos em geral são desconfortavelmente rápidos e instáveis e aviões muito grandes intimidam o iniciante.

Robustez e simplicidade são essenciais, pois certamente o modelo terá que ser consertado e remendado inúmeras vezes. É importante que esteja corretamente alinhado e balanceado (em linguagem técnica, diz-se “trimado”), sem empenos, com os comandos bem livres (sem atritos) e regulados para evitar sensibilidade exagerada. Isto significa cuidado na construção, que deverá ser executada sob a supervisão de uma pessoa experiente.

UM AVIÃO DE TREINAMENTO BEM TRIMADO TEM AS SEGUINTES CARACTERÍSTICAS:

centro de gravidade (CG) a aproximadamente 10% ou 15% da corda da asa; por exemplo, um avião cuja asa tem largura de 20cm deverá ter o CG localizado entre 2 e 3 cm atrás do bordo de ataque (parte frontal da asa);

peso na asa externa (20 a 25g);

asa interna ligeiramente maior que a externa (2 a 3cm);

leme vertical com o bordo de fuga (parte traseira) ligeiramente para fora do círculo;

saída dos cabos na asa interna ligeiramente para trás em relação ao CG;

eixo de tração do motor, asa e estabilizador alinhados na horizontal (paralelos entre si);

motor ligeiramente virado para fora do círculo (olhando-se para cima). Geralmente coloca-se uma arruela nos dois parafusos de fixação dianteiros, entre o motor e o montante na fuselagem;

peso: todo esforço possível deve ser feito para manter o peso final do modelo baixo; entretanto a localização do CG é de vital importância e deve ser obtido mesmo que se tenha que adicionar contrapeso ao nariz (provável) ou à cauda (quase nunca). Um modelo pesado de cauda (CG recuado) não voa bem, é ultrassensível, instável e pousa mal.

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Venha e traga seus filhos para sentir a experiência de voar com os pés no chão, o divertimento é garantido.  Você ainda pode se inscrever em cursos de aeromodelismo, receber orientação para compra de equipamentos, participar de campeonatos e tornar-se um sócio do Clube.

Para maiores informações, entre em contato com o pessoal da 3A – Associação de Aeromodelismo do Aterro, através do número (21) 98188 7630 ou pelo site da instituição, clicando abaixo.

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Obs: as Pistas de Aeromodelismo  são o item n° 11 da relação anexa ao Processo n° 748-T-64, de Tombamento do Parque.

Localização: entre o Monumento aos Pracinhas e a Marina da Glória, no Parque Carlos Lacerda.

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