Recreio Infantil Lotta Macedo Soares

O Playground inaugurado em 17 de outubro de 1965, juntamente com o Parque do Flamengo, está situado na faixa entre a Avenida Infante D. Henrique e a Avenida Beira Mar, na altura das ruas Corrêa Dutra e Ferreira Viana. Abriga a Cidade das Crianças, as quadras de vôlei, a área de brinquedos, o Pavilhão Affonso Eduardo Reidy (Pavilhão Japonês) e a quadra de Gateball. O projeto original previu uma biblioteca infantil que não chegou a ser instalada. Em 16 de dezembro de 1969, por decreto do Governador Negrão de Lima, recebeu a denominação de Recreio Infantil Lotta Macedo Soares.

 

Saiba Mais

 


O espaço de 30.000 m² de área, projetado de maneira despojada com um menor número de árvores, a fim de proporcionar uma sensação de maior amplitude, foi idealizado como uma forma de devolver à cidade o espaço vital que vinha sendo roubado por conta de seu crescimento desordenado. Ali tudo foi planejado de acordo com a mais moderna técnica de recreação. Para assegurar a segurança das crianças o recreio foi cercado com uma amurada de 1 m de altura, sendo que no lado interno está protegido por um fosso com 1 m de profundidade, o que impede que as crianças fujam em direção às pistas de alta velocidade e, ao mesmo tempo, as protege dos automóveis. No seu interior encontramos vários recantos com brinquedos para crianças, caixa de areia e uma mini cidade “Cidade das Crianças”. Em um grande desnível, se localizam as quadras de vôlei, mesas de pingue pongue e um tabuleiro gigante de xadrez (atualmente desativado).

Obs: o Playground (entrada) é o item n° 29 da relação anexa ao Processo n° 748-T-64, de Tombamento do Parque.

 

Como Chegar

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Pavilhão do Playground (Pavilhão Japonês)

Projetado por Affonso Eduardo Reidy, e construído pelo consórcio “Dumex-Ecisa” ao custo de Cr$ 50 milhões de cruzeiros, foi inaugurado em 17 de outubro de 1965. O pavilhão é uma construção de estrutura em concreto armado, aparente, composta de uma plataforma de 291,14 m² (391,44), situada um metro acima do terreno circundante, sobre a qual duas paredes ligeiramente recurvadas, também em concreto armado, apoiam a cobertura composta de quatro abóbodas invertidas, denotando a preocupação de Reidy com a  valorização plástica das mesmas.

Destina-se a abrigar as instalações e atividades que pela sua natureza não possam permanecer ao ar livre. Assim, dispõe de um amplo salão e duas varandas laterais, para reuniões, jogos e trabalhos manuais; uma sala de trabalho para as recreadoras, com local para pronto socorro, copa e vestiários, bem como instalações sanitárias para os diferentes grupos de idade e sexo.

Obs: o Pavilhão do Playground  é o item n° 30 da relação anexa ao Processo n° 748-T-64, de Tombamento do Parque.

Aldeia das Meninas (Cidade das Crianças)

Inaugurada em 17 de outubro de 1965, a Aldeia das Meninas é uma construção baixa e sem cobertura, em concreto colorido, representando diversos edifícios existentes numa cidade como: prefeitura, escola, escritório, casas interligadas com área e tanques, móveis e bar, onde a criançada brincará à vista de suas mães. O projeto de autoria da arquiteta Maria Laura Osser, desenvolvido pela arquiteta Maria Hanna Sieblikowski, é intensamente utilizado pelas crianças, como também é um dos melhores lugares do mundo para o treinamento de Parkour.

Obs: a Aldeia das Meninas é o item n° 31 da relação anexa ao Processo n° 748-T-64, de Tombamento do Parque.

Campos de Vôlei

Obs: os Campos de Vôlei são o item n° 32 da relação anexa ao Processo n° 748-T-64, de Tombamento do Parque.

Áreas de Brinquedos

Obs: as Áreas de Brinquedos são o item n° 34 da relação anexa ao Processo n° 748-T-64, de Tombamento do Parque.

Quadra de Gateball

Criado em 1947 em Hokkaido, no Japão, com o intuito de entreter as crianças em uma época que o país passava por uma das fases mais difíceis de sua história, por conta da derrota na 2ª Guerra Mundial, o Gateball (guetobol segundo a pronúncia japonesa) é um esporte derivado do cricket inglês, porém com regras mais simples. É praticado em vários países além do Japão, em especial na Austrália, Canadá, China, Singapura, Coréia do Sul, Estados Unidos e países da América do Sul. Existem cerca de 20 milhões de praticantes no mundo, sendo a metade deles proveniente da China.

No Brasil se estima que existam 10 mil praticantes, em sua maioria pessoas na faixa etária entre 60 a 85 anos. Mas, atualmente, muitos jovens estão aderindo ao esporte, por isso é que diz que o Gateball é um esporte para todas as idades, desde os 6 até aos 90 anos.

O Gateball é praticado ao ar livre, em terreno compactado de saibro ou areia, cujo campo (court) mede 20 metros de comprimento por 15 metros de largura, podendo ter um campo maior de 25 por 20 metros. Dentro do campo estão distribuídos, em pontos específicos, 3 gates (arcos) de barra cilíndrica de 1 cm de diâmetro, medindo 22 cm de abertura com 19 cm de altura, fixada no solo de forma perpendicular, e um pino central (goal pole) de 2 cm de diâmetro fixado perpendicular ao solo com 20 cm de altura.

Os equipamentos básicos para a prática são: taco (stick) e bolas numeradas de 1 a 10, sendo as vermelhas, ímpares e as brancas, pares. Esses números correspondem à ordem de tacada dos jogadores. As medidas do taco são: cabeça de formato de preferência cilíndrica de 3,5 a 5,0 cm de diâmetro por 18 a 24 cm de comprimento e cabo com um comprimento acima de 50 cm. A bola tem as seguintes características: 7,5 cm de diâmetro e 230 gramas de peso. O uniforme básico é constituído de calça branca, camisa branca, chapéu ou boné branco, e pequena jaqueta com número de 1 a 10.

O jogo é uma disputa de 30 mim entre as equipes vermelha e branca, cada uma com 5 jogadores. Dentro desse espaço de tempo cada jogador fará com que sua bola passe por 3 gates e, por fim, acerte o pino central. O jogador só entrará no jogo se conseguir passar no primeiro gate. A bola é lançada unicamente através de impacto provocado pelo taco em direção ao gate ou à bola alheia, seja de sua equipe ou de equipe adversária. Cada jogador poderá dar uma tacada por vez, porém, se conseguir passar por um gate ou acertar (touch) em outra bola, terá direito a mais uma tacada. Se conseguir acertar em duas bolas ou acertar uma bola e passar por um gate em uma jogada (doublé), obterá o direito a uma tacada adicional.

Quando a bola tacada conseguir acertar em uma outra bola, faz-se o spark, que é um lance em que o jogador, com o pé esquerdo, se for destro, pisa na sua bola, na posição em que parou, e junta-se a esta a bola que levou o toque de forma que fique posicionada na direção em que se deseja arremessá-la. Assim, dá-se a tacada na sua bola fazendo com que a bola encostada se locomova com o impacto.

Através do spark poderá fazer a bola do parceiro passar pelo gate ou posicioná-la em local vantajoso. Se for uma bola adversária, poderá fazer o spark para arremessá-la para fora da quadra (out ball). Quando a bola está fora da quadra, na jogada seguinte o jogador só poderá posicionar a mesma na quadra.

A partida oficial é comandada por três juízes: principal, auxiliar e anotador, e cada equipe constitui um capitão que, além de orientar cada jogada a ser realizada pelos jogadores da equipe, é a pessoa de contato com os árbitros.

Para efeito de pontuação só vale a passagem pelos gates no sentido anti-horário e quando se segue a sequência crescente da numeração dos gates. Em cada passagem por gate o jogador ganhará 1 ponto, e se acertar o pino central, terá mais 2 pontos, totalizando, no máximo, 5 pontos por jogador. Assim, a pontuação máxima da equipe é de 25 pontos. Mesmo que as equipes não consigam essa pontuação, a partida é encerrada quando se esgota o tempo de 30 minutos.

Depois de encerrada a partida, far-se-á a contagem dos pontos realizados pelos jogadores de cada equipe, sagrando-se vencedora a equipe que totalizar a maior pontuação.

Para maiores informações contatar Minoru Matsuura, Cel. 99871-0400, e-mail [email protected].

Em 27 de setembro de 1970, a Varig instalou no espaço hoje ocupado pela quadra um avião DC-3, prefixo PP VBF, retirado de serviço. A aeronave saiu da fábrica em agosto de 1943, serviu à Força Aérea Americana durante a Segunda Guerra Mundial e foi comprado pela empresa em 1947.

As constantes depredações infligidas à aeronave, por parte dos frequentadores, obrigaram a empresa, responsável por sua manutenção, a gastar Cr$ 5 milhões em consertos durante os 10 anos em que o avião permaneceu no parque. Desinteressada em manter o equipamento na área, a Varig desmontou e transportou, em fevereiro de 1980, a aeronave para seu hangar no Aeroporto Santos Dumont, com a intenção de consertá-la, remontá-la e a colocar em exposição.

Obs: a Quadra de Gateball não é um equipamento tombado.

Localização: no Playground (Recreio Infantil Lotta Macedo Soares), situado entre a Av. Infante D. Henrique e a Av. Beira Mar, na altura das ruas Corrêa Dutra e Ferreira Viana.

Referências

Periódicos

Play-ground fechado. O Jornal, Rio de Janeiro, 28/05/1965.

“Play-grounds” formarão no Parque do Flamengo uma cidade de brinquedo. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 27/06/1965, pag. 12.

Gurizada vai ganhar cidade em miniatura no Atêrro do Flamengo. O Jornal, Rio de Janeiro, 20/07/1965.

Obras do Atêrro quase concluídas. O Jornal, Rio de Janeiro, 01/08/1965.

Retiradas as armações de madeira do “Olho-de-Boi” do Atêrro Glória-Flamengo. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 03/08/1965, pag. 5.

Crianças levaram ao Atêrro maior glória. Última Hora, Rio de Janeiro, 18/10/1965, pag. 2.

Varig doou e reforma avião pela 4ª vez. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 05/05/1977, pag. 15.

Pato Voador explica vôos simulados. A Luta Democrática, Rio de Janeiro, 17/05/1978, pag. 4.

DC-3, depredado, se despede essa semana do Parque do Flamengo. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 15/01/1980, pag. 5.

Avião do Aterro. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 10/02/1980, pag. 10.

Associação Nikkei do Brasil – nikkeirj.com.br/

 

 

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