O Aterro

O Morro de Santo Antônio foi dado por Martim de Sá, capitão e governador, por sua Majestade e os oficiais da Câmara do Rio de Janeiro, em 19 de abril de 1607, aos “Religiosos de Santo Antônio do Brasil dos Capuchos da Província de Santo Antônio de Lisboa”.

Durante dois séculos e meio, os religiosos ali edificaram igreja, convento e casas, sendo reconhecida a sua propriedade pelas leis do Império. Em 1851, o Visconde de Barbacena cogitou fazer o arrasamento dos morros do Castelo e de Santo Antônio, por conta da higiene e salubridade pública, pois o aparecimento da febre amarela, em 1850, provocou questionamentos a respeito da ventilação e saneamento da cidade, por parte de médicos e engenheiros. Preocupados, os padres trataram de vender os terrenos ainda sem uso, e com o que amealharam, saldaram as dívidas contraídas por conta das construções feitas no morro.

Os novos proprietários abriram ruas e venderam terrenos, valorizando o morro. Mas, em 04 de junho de 1853, o governo Imperial, através do decreto nº 1.187, declarando utilidade pública desapropriou o morro para executar seu arrasamento. Os terrenos desapropriados foram recomprados de seus antigos donos, a fim de se evitarem problemas para a realização das obras. Contudo, as crises financeiras e as guerras adiaram por mais de 20 anos o início da empreitada.

Em 29 de janeiro de 1859, o engenheiro Luiz André Sherideau, que já havia tentado executar o arrasamento do morro do Castelo, apresentou ao Imperador Pedro II os planos para o desmonte do morro de Santo Antônio. Porém, mais uma vez, sua tentativa não prosperou.

O Comendador Joaquin Antônio Fernandes Pinheiro conseguiu, em 16 de junho de 1873, autorização do Imperador para que fossem levadas a efeito as obras de arrasamento do morro de Santo Antônio, com a ressalva de que a igreja e o convento, ali instalados, seriam preservados. Dentre as várias obrigações, a autorização estabelecia que o concessionário responsável pelo arrasamento, deveria construir um cais entre o Arsenal de Guerra e o Morro da Viúva, defendido por um quebra-mar colocado no lugar mais conveniente. O prazo determinado para a conclusão das obras era de 10 anos. Porém, em 25 de julho de 1880, a concessão foi anulada com a justificativa de que o concessionário não teria condições de cumprir os compromissos que assumira. A concessão foi repassada aos engenheiros João Pedreira de Couto Ferraz Junior e Libânio Lima, através do decreto nº 10.407, de 19 de outubro de 1889. Nele estava estabelecido que a permissão contemplava, somente, o arrasamento do morro, já que a posse aos concessionários só vigoraria depois de nivelados os terrenos de sua base, assim como, os adquiridos sobre o mar. O custo da obra foi orçado em 12 mil contos de réis.

Com a proclamação da república, em 1889, o novo governo presidido por Deodoro da Fonseca modificou, em 11 de junho de 1890, várias cláusulas do contrato, dentre elas, a que preservava a igreja e o convento, que agora poderiam ser demolidos, após a devida indenização aos franciscanos. Imediatamente os concessionários constituíram a empresa “Companhia Melhoramentos da Cidade do Rio de Janeiro”, para levar adiante as obras contratadas.

A empresa apresentou o projeto de autoria dos engenheiros Sabino Elói Alvim Pessoa, Teófilo Teixeira de Almeida e Alberto Augusto Guimarães de Azevedo, o qual propunha a derrubada do Morro de Santo Antônio para aterrar a orla marítima no trecho Glória-Calabouço, dando origem a um platô com 570 m de largura, para a construção de um luxuoso bairro residencial. Em 31 de julho de 1890, o governo aprovou as plantas do empreendimento e, em 15 de agosto, a Companhia inaugurou oficialmente as obras, batendo a primeira estaca do cais, na praia de Santa Luzia. Em 1891, por conta da crise financeira e de divergências entre os diretores da empresa, que se estenderam até 1897, ela foi liquidada judicialmente e as obras descontinuadas.

Apesar de no inventário da Companhia não constar a propriedade do morro, pois esta não cumprira as condições exigidas para que a isso tivesse direito, a concessão e o morro foram vendidos a um velho empreiteiro português, o Comendador José Marcelino Pereira de Moraes, que já havia perdido grande parte da sua fortuna na Bolsa. O decreto 3.296, de 23 de maio de 1899, transmitiu a concessão ao Comendador. Obtida a transferência ele requereu modificações na concessão primitiva, cujo termo foi lavrado em 17 de fevereiro de 1900, estabelecendo o prazo de dois anos, a contar de 23 de janeiro do mesmo ano, para o início das obras de arrasamento do morro e reafirmava, implicitamente, que a posse e a propriedade do morro não poderiam ser usadas para fim diverso do arrasamento, nem ter uso diferente, revertendo à Fazenda Nacional, mediante a restituição da indenização recebida, no caso da caducidade da concessão.

Em 23 de janeiro de 1900, o decreto nº 3.571, revogou a permissão dada anteriormente para a derrubada da igreja e do convento dos franciscanos, no Santo Antônio. Por falta de dinheiro para executar as obras o Comendador passou meses expedindo requerimentos e protestos. Os anos se passavam e o velho empreiteiro não conseguia o capital necessário para dar início às obras. Morreu completamente arruinado, aos 88 anos, em 10 de maio de 1910, após treze anos de infrutíferas tentativas. O desmonte ficou paralisado vários anos por conta de disputas judiciais entre o espólio do Comendador e a Prefeitura do Distrito Federal, em torno da posse do morro.

A Companhia Industrial Santa Fé, dizendo-se cessionária de todos os credores do espólio do Comendador José Marcelino Pereira de Moraes, reivindicou para si, em 1919, a posse do Morro de Santo Antônio. O governo recorreu e a disputa alcançou o ano de 1931 quando, em 14 de fevereiro, o prefeito Carlos Sampaio lavrou um acordo entre a Prefeitura e a Companhia, reconhecendo a compra da concessão para o arrasamento do morro e aterro da porção do mar compreendida entre a praia de Santa Luzia e a ponta do Outeiro da Glória, pela empresa, mas não se fala em propriedade do morro.

Em 31 de março de 1931, a Companhia desiste da concessão de arrasamento do morro em troca de um projeto de embelezamento do mesmo, proposto pela Prefeitura, para as comemorações do Centenário da Independência. Esse projeto também não foi executado pela empresa, por conta de dificuldades na concessão do empréstimo necessário para a obra. Em 13 de março de 1939, o decreto-lei nº 1.146, em seu artigo 1º, transfere a propriedade do Morro de Santo Antônio, do patrimônio da União, para o patrimônio da Prefeitura do Distrito Federal. A Companhia Industrial Santa Fé, insiste na disputa judicial, impetrando embargos contra as obras da Prefeitura no Morro de Santo Antônio, mas a justiça nega seus pedidos. A contenda finda, em 1957, quando a Lei nº 905, de 16 de dezembro, autorizou o Prefeito a doar à Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro uma área para a construção da Catedral Metropolitana na esplanada do Santo Antônio.

Na administração do prefeito Enrique Dodswort foi criada, em 1940, a “Comissão do Plano da Cidade”. Em 1941, o então Secretário Geral de Vias e Obras, o engenheiro Edson Passos, apresentou o Plano de Melhoramentos da Cidade do Rio de Janeiro. Nele se ressaltava a necessidade da criação de novas vias de circulação, devido ao advento do automóvel. Se o plano de 1890 tinha um caráter mais edificatório, o atual advogava a melhoria da malha viária como justificativa para a derrubada do morro.

Em 28 de abril de 1953, o Secretário de Viação da Prefeitura, engenheiro Carlos Schwerin, presidiu a solenidade de abertura da concorrência para a primeira fase dos trabalhos de desmonte do Morro de Santo Antônio, ou seja, a construção do enrocamento da Praia do Flamengo. A Companhia Metropolitana de Construções orçou a obra em Cr$ 38.944.000,00, seguindo-se a Engenharia Civil e Portuária, com Cr$ 47.869.000,00. A terceira e a quarta foram da E.T.E.C e da Empresa Nacional de Saneamento LTDA, respectivamente de Cr$ 38.711.000,00 e Cr$ 54.080.000,00. A última e mais favorável proposta foi da Companhia Nacional de Construções Civis e Hidráulicas que orçou o empreendimento em Cr$ 37.831.000,00. As propostas foram analisadas e foi declarada vencedora a Companhia Nacional de Construções Civis e Hidráulicas, que apresentou a proposta de menor custo.

A primeira fase dos trabalhos para o desmonte do morro de Santo Antônio,  teve início em 06 de novembro de 1953. O prefeito Dulcídio Cardoso assistiu, no Calabouço, a remoção das pedras com as quais seria feito o enrocamento, desde a ligação para a escola naval, até o início da Praia de Botafogo. De acordo com os técnicos o desmonte do morro teria início dentro de seis meses, prazo necessário para a conclusão de uma das seções do enrocamento, que possibilitaria o lançamento do aterro na água, entre a muralha e a costa. A conclusão dessa obra demoraria dois anos e o custo estimado pela Prefeitura era de Cr$ 50 milhões.

Apesar do prejuízo no ritmo dos trabalhos, ocasionado pela permanência de moradores ainda não removidos da favela ali existente, a previsão era de que a obra estaria concluída no prazo de três anos. A presença deles foi um dos motivos que fizeram a Prefeitura desistir do processo hidráulico, que fazia uso de fortíssimos jatos de água para a remoção da terra, optando pela construção de uma ponte metálica elevada, que partiria do morro em direção à beira-mar, levando todo o material proveniente do desmonte.

Essa ideia também não prosperou e foi abandonada em prol da construção de uma grande galeria de cimento armado, que se estenderia do Santo Antônio até as proximidades da estátua de Deodoro, na Praça Paris. Nela correria uma possante esteira rolante, que escoaria todo o material escavado.  A galeria teria duas finalidades: servir ao escoamento do aterro e, quando este terminasse, substituir a galeria-tronco de águas pluviais que atravessava aquela área. O morro, de 150.000 m² de área, forneceria 6.000.000 m³ de material, a ser usado no aterro. Seriam removidos, diariamente, 4.000 m³ de terra, até 1960, o que demandaria cerca de quatro mil viagens de caminhão.

O projeto da esteira rolante foi contratado, mas, por problemas de natureza processual, não foi iniciado. Paralelo a isso, a realização do XXXVI Congresso Eucarístico Internacional, em julho de 1955, iria acontecer no aterro de Santa Luzia, obra ainda por realizar, o que demandava rapidez em sua execução. Optou-se, então, pelo uso de caminhões, com o início da obra em 2 de julho de 1954. A avaliação era de que o custo total, desmonte/aterro, seria de  2 bilhões de cruzeiros.

Ao assumir a prefeitura, em 4 setembro de 1954, Alim Pedro acelerou os trabalhos, mesmo com o morro ainda ocupado por mais de mil barracos. Mas esse não foi o único problema enfrentado pelo prefeito. A concorrência para a segunda fase do desmonte foi anulada, devido a imperfeições técnicas nos cálculos dos serviços de transportes, verificadas em todas as propostas, inclusive na da firma vencedora. Realizada nova concorrência, as obras prosseguiram céleres com cerca de quarenta escavadeiras trabalhando ao mesmo tempo, diariamente, produzindo 1.900.000 m³ de terra,  que foram transportados por quase duzentos caminhões, do morro para o Aterro de Santa Luzia. Em 15 de julho de 1955, transcorridos pouco mais de um ano, o prefeito entregou, oficialmente, ao Arcebispo do Rio de Janeiro, D. Jaime de Barros Câmara, a Praça do Congresso, erigida sobre um aterro de 210.000 m² de área.

Em 1957, com Negrão de Lima na prefeitura, as obras da capital federal, inclusive o desmonte do Morro de Santo Antônio, passaram a ser geridas pela Superintendência de Urbanização e Saneamento (Sursan), criada por ele e subordinada diretamente a ele, mas com ampla autonomia de comando. Uma das premissas de sua criação era a de facilitar a burocracia na realização das obras planejadas. A autarquia tinha liberdade de ação para aplicar os recursos postos à sua disposição, prestando contas a posteriori ao Tribunal de Contas. Autorizada pelo prefeito, abre várias concorrências, entre elas, a da complementação do aterro da Glória e da construção da Praia do Flamengo, orçadas em Cr$ 22.700.000,00.

Em 30 de janeiro de 1959, na administração de Sá Freire Alvim, foi inaugurada, pelo presidente Juscelino Kubitschek, a nova pista do Aterro da Glória, ligando a Av. Presidente Antônio Carlos ao Flamengo. Em maio, 4.000.000 m³ (2/3 do total)  do morro já tinham sido postos abaixo e o custo da obra, incluindo a explosão de uma rocha com dinamite e a demolição de prédios, atingido a cifra de Cr$ 245 milhões. Quanto à construção do enrocamento de sete quilômetros, necessário para a execução do aterro, também com dois terços da obra já concluídos, os gastos foram de Cr$ 350 milhões. Até àquele momento já tinham sido aterrados 800.000 m² de área, inclusive uma de 110.000 m², acrescida ao Aeroporto Santos Dumont, com uma muralha de enrocamento com cerca de 1 quilômetro de extensão, onde foram colocados, aproximadamente, 1.000.000 m³ de terra. Essa obra acrescentou mais 350 m à pista do aeroporto. Em 18 de abril de 1959, o aterro que já alcançava a Rua Paissandu e dava fim à praia do Flamengo, presenteava os moradores com uma extensa nuvem de pó, ocasionada pelos caminhões que trabalhavam no transporte da terra. Problema que infernizou durante muitos anos a vida no centro da cidade.  A previsão era de que até o final daquele ano, o aterro alcançaria a orla do Morro da Viúva.

Um ano após, em 31 de janeiro de 1960, um novo trecho da pista, agora estendida até a Av. Oswaldo Cruz, foi inaugurada. Nesse momento estavam sendo transportados por dia, cerca de 8.000 m³ de terra, retiradas por 10 escavadeiras e oito tratores, em um turno de 10 horas de trabalho. Mil e quinhentas viagens de caminhão são realizadas por 200 veículos e noventa por cento do morro de Santo Antônio já tinham sido desmantelados, restando apenas três pequenas porções, correspondentes a parte posterior do Convento, aos 200 barracos da favela e uma parte que servia de base à estação de passageiros dos bondes de Santa Teresa. Seis meses depois, em 05 de agosto, o presidente da República inaugurou, na presença do embaixador de Portugal, a Avenida Infante D. Henrique, a pista mais próxima da Av. Beira Mar, com 14 metros de largura e dividida em 4 faixas. O custo total até essa fase das obras, atingiu a cifra de 1 bilhão de cruzeiros. Em 28 de novembro, a segunda pista entrou em operação, ligando o Morro da Viúva ao Castelo, viabilizando o tráfego nos dois sentidos.

Quando Carlos Lacerda assumiu o governo do Estado da Guanabara, em 5 de dezembro de 1960, Lotta de Macedo Soares e o Grupo de Trabalho, criado para a implementação do Parque do Flamengo, trabalharam junto com a Sursan nas obras necessárias para a  continuação e conclusão do aterramento. No mês seguinte, Lacerda destinou à autarquia, uma verba de Cr$ 200 milhões para a continuação das obras de desmonte do Morro de Santo Antônio e para o aterro da orla marítima da Glória e do Flamengo.

O Laboratório Nacional de Engenharia Civil de Lisboa foi contratado para realizar o estudo hidrográfico necessário à continuidade do aterramento, dos enrocamentos, ainda por fazer, e da construção da praia artificial do Flamengo. Ele apontou a necessidade de construção de um enrocamento de proteção, perpendicular ao já existente, o que foi feito com o despejo diário de cerca de 800 toneladas de pedras, empurradas por dois tratores. Os custos da obra, avaliados pelo Departamento de Urbanização, seriam de Cr$ 600 milhões, sendo Cr$ 320 milhões referentes à construção da praia de 1.500 m de extensão e 80 m de largura, desde o Morro da Viúva até o Largo da Glória.   

Em 1962, a obra de desmonte do morro de Santo Antônio estava completa, mas a parte do Morro da Viúva e a praia ainda não estavam prontas. Para resolver o problema a Sursan contratou os serviços da draga Ster I. Construída nos Estados Unidos para trabalhar na abertura do Canal do Panamá, onde operou entre 1928 a 1952, a máquina foi comprada por uma empresa brasileira para abrir o canal do Porto de Vitória, em 1959. Com 90 m de comprimento, 15 m de largura e 4 m de calado, a draga de 3.500 toneladas tinha uma bomba centrífuga de 2.500 cavalos-vapor, lança que alcançava até 25 m de profundidade e capacidade de remover 15.000 m³ de areia do mar, por dia. A retirada de areia começou no início de 1962, na altura do Morro da Viúva, em direção a Botafogo. Em 23 de abril, os primeiros metros da Praia de Botafogo, ainda em construção, já eram frequentados por banhistas e, no final de setembro, só faltavam 200 m para sua conclusão, ocorrida em meados de outubro.  

Em 16 de julho de 1964, a Ster I começou a lançar a areia da futura Praia do Flamengo. No dia 19, banhistas já aproveitavam os primeiros 50 m de praia produzidos por ela. De acordo com os técnicos a conclusão da obra se daria entre 4 a 6 meses, mas, problemas de quebra da máquina e fortes ressacas, retardaram seu término, que aconteceu 11 meses depois, no início de julho de 1965. Além dos 6.000.000 m³ de terra vindos do Santo Antônio, a Ster I retirou 1.500.000 m³ de areia da Baía de Guanabara para o aterro hidráulico da Praia do Flamengo. Ao trabalho da draga se somaram entulhos provenientes dos túneis em construção na cidade e terra das encostas do Morro do Querosene, perfazendo um total de 8.000.000 m³ de material utilizado para a construção do aterro.

As constantes paralizações no cronograma, devido à mudanças de governo, disputas judiciais originadas pelas várias empresas que participavam das concorrências públicas, contendas pela propriedade do morro, mudanças no projeto, inquéritos sobre irregularidades nas obras, disputas políticas, escassez de verbas e etc, fizeram com que as obras do aterro, iniciadas em 1954 e planejadas para terminarem em três anos, só fossem concluídas onze anos depois, em 1965, ao custo total de Cr$ 9 bilhões. Contudo, o resultado foi o surgimento de um aterro de mais de 2.000.000 m² de área, com largura média de 250 m e espessura de 6 m ocupado, magnificamente, pelo Parque  do Flamengo e as Praias do Flamengo e de Botafogo.

Referências

ANDRADE, Carlos Fernando de Souza Leão. Os projetos para a Esplanada de Santo Antônio, em três décadas da Revista Municipal de engenharia, da Prefeitura do Distrito Federal.In: 8º Seminário DOCOMOMO Brasil, Reio de Janeiro, set. 2009.

PEREIRA, Margareth da Silva. Jardim de Memórias. Parque do Flamengo 50 anos. Rio de Janeiro: Editora Casa 12 Projetos & Edições, 2015.

http://www.urbanismobr.org/bd/documentos.php?id=3878 – Edwaldo Vasconcelos

http://www.urbanismobr.org/bd/autores.php?id=1268 – Affonso Eduardo Reidy

http://cronologiadourbanismo.ufba.br/apresentaçao.php?idVerbete=1422 – José de Oliveira Reis

Fotos: https://www.google.com.br/search?biw=1600&bih=784&tbm=isch&sa=1&ei=6FUsWvypNYGGwgSKzIrQCw&q=fotos+antigas+do+aterro+do+flamengo&oq=fotos+antigas+do+aterro+do+flamengo&gs_l=psy-ab.12..0.2726354.2734406.0.2737362.15.15.0.0.0.0.262.2758.0j9j5.14.0….0…1c.1.64.psy-ab..1.12.2443…0i7i30k1j0i13k1j0i24k1j0i8i7i30k1.0.ZoJKmL4DIfM

https://www.google.com.br/search?q=morro+de+santo+antonio&tbm=isch&tbs=rimg:CV5X3NsqUGwkIjh5mCaGxLlhx2VPGJDlfUqbqu2ybld09_1eqzMpB0J_1y4u6oOsyNMDmeM5Cta3Jq_1qCBq0pAnlaz0SoSCXmYJobEuWHHEQ4iW3EgZzimKhIJZU8YkOV9SpsRFKGdBaUk2rMqEgmq7bJuV3T39xEmp62_1JzrmEyoSCarMykHQn_1LiESUVyrVgVKi2KhIJ7qg6zI0wOZ4RobBJCiHzAh0qEgkzkK1rcmr-oBEmYw3RiC15_1yoSCYGrSkCeVrPREVVvEQ2k5C7Y&tbo=u&sa=X&ved=0ahUKEwi2ypfQ04LYAhVpQN8KHcg0B8oQ9C8IHw&biw=1600&bih=783&dpr=1#imgdii=IUL6tJBcJ7ltEM:&imgrc=EGyFtOQ1ooTSaM:

Periódicos

Revolução urbanística no Rio. O desmonte do morro de Santo Antônio, Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 24/09/1949.

Concorrência para o desmonte do morro de Santo Antônio, Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 05/01/1950.

Concorrência para o desmonte do Morro de Santo Antonio, Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 14/03/1950.

A firma Estacas Frank. Vitoriosa na concorrência dos serviços do morro de Santo Antônio. Jornal Correio da Manha, Rio de Janeiro, 15/04/1950.

O morro de Santo Antônio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 16/09/1950.

O desmonte do morro de Santo Antônio. Hoje será assinado o contrato e as obras terão início dentro de quinze dias. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 30/03/1951.

O desmonte do morro de Santo Antonio. Bem adiantados os trabalhos da comissão revisora. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 19/06/1951.

Do Pedregulho ao desmonte do morro de Santo Antônio. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 21/09/1952.

Aprovado o projeto de construção do metropolitano e do desmonte do morro de Santo Antônio. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 26/11/1952.

O Plano para o desmonte do morro de Santo Antonio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 05/12/1952.

Criada a Superintendência das obras do Morro de Santo Antônio. Jornal Correio de Manhã, Rio de Janeiro, 1/01/1953.

Doca gigantesca e uma grande praia artificial. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 27/04/1953.

O Aterro da Praia do Flamengo. Cinco firmas na concorrência. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 29/04/1953.

Dentro de um mês, possivelmente, a primeira fase do desmonte do Santo Antonio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 11/05/1953.

Dentro de seis meses começará o desmonte do morro de Santo Antonio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 06/11/1953.

Prometo aos cariocas o desmonte do morro de Santo Antonio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 07/11/1953.

Iniciadas as obras preliminares do desmonte do morro de Santo Antônio. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 07/11/1953.

Uma galeria subterrânea levará todo o material do desmonte do Santo Antonio para o mar. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 28/11/1953.

Como será levado ao mar o material do desmonte do morro de Santo Antônio. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 10/12/1953.

Construção da galeria para o desmonte do morro de Santo Antonio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 28/12/1953.

Construção imediata da galeria para o desmonte do morro de Santo Antonio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 28/12/1953.

O que será a urbanização da esplanada do Santo Antônio. Jornal  Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 21/03/1954.

A história do desmonte do morro de Santo Antonio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 05/05/1954.

A propriedade do morro de Santo Antonio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 10/06/1954.

O epílogo da história de uma colina. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 16/04/1954.

Iníciodo desmonte do morro de Santo Antônio. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 03/07/1954.

Embargo às obras do desmonte do morro de Santo Antonio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 05/07/1954.

Previsões otimistas na demolição do morro. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 07/07/1954.

O morro de Santo Antonio é da Prefeitura do Distrito Federal. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 14/07/1954.

O desmonte do morro de Santo Antonio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 19/08/1954.

O Aterro não corre Perigo. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 13/12/1954.

Tudo pronto para a grande demonstração de fé. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 15/07/1955.

Entregue a Praça. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 16/07/1955.

Transformado o rio na capital eucarística do mundo. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 16/07/1955.

Prosseguirá sem esteira rolante o desmonte do morro de Santo Antonio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 10/09/1956.

Sem empréstimos à Prefeitura, paralisarão obras e serviços. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 16/04/1957.

Desmonte do morro de Santo Antônio. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 31/05/1957, Ed. 19686.

Sancionada a Lei oriunda da Mensagem 53. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 1/12/1957, Ed. 19843.

Flamengo perde praia e ganha nuvem de pó. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 19/04/1959, Ed. 20264.

Aterro estará terminado antes do final deste ano. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 27/05/1959, Ed. 20295.

O grande desmonte. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 05/01/1965, Ed. 00003.

Concluído até o fim do ano o Atêrro da Praia do Flamengo. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 22/10/1959.

Esta é uma hora de júbilo e esperança. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 21/04/1960.

Refutadas as acusações à Comissão de Inquérito sobre o desmonte do Santo Antonio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 04/07/1960.

Vai ser reiniciado o desmonte do morro de Santo Antonio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 16/10/1961.

Última etapa do desmonte do Santo Antonio. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 11/04/1962.

Draga do aterro é nova atração para os cariocas. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 20/04/1962), Ed. 21185.

Flamengo tem praia só em março. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 26/11/1963), Ed. 21671.

Praia do Flamengo depende de draga. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 10/06/1964), Ed. A21834 (1).

Praia do Flamengo renasce. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 17/07/1964), Ed. 21866 (1).

Se houver sol, Flamengo terá banho de mar hoje. Jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 19/07/1964), Ed. 21868 (1).

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