Parque Brigadeiro Eduardo Gomes

Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, criado pela Lei nº 1.219, de 11 de abril de 1988, da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, é um desmembramento do Complexo do Parque do Flamengo e abrange o trecho que vai do Aeroporto Santos Dumont até o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, mais conhecido como Monumento aos Pracinhas.

O parque é reconhecido por duas de suas monumentais construções, o Museu de Arte Moderna e o Monumento aos Pracinhas, ícones da arquitetura moderna brasileira, que pelos termos do tombamento de 1965, limitam a altura dos demais prédios do Complexo do Parque do Flamengo. Além dessas obras primas da arquitetura, temos ainda no parque os Clubes Náuticos, as áreas reservadas para a construção do Pavilhão Operacional e do Prédio da Administração (Fundação), um posto de combustíveis e estacionamentos.

Quanto ao nome conferido ao parque, Eduardo Gomes foi um herói nacional, amigo de luta de José Eduardo Macedo Soares, pai de Carlota Macedo Soares, a Lotta, idealizadora do parque. Nascido em Petrópolis, em 20 de setembro de 1896, participou da Revolta Tenentista de 1922, no episódio que ficou conhecido como “Dezoito do Forte”. Ferido gravemente foi um dos dois únicos sobreviventes, junto com Siqueira Campos. Preso, foge e passa a viver clandestinamente em Mato Grosso, de onde sai para ingressar nas fileiras da Revolução Paulista de 1924. Preso novamente quando se dirigia para integrar a Coluna Pestes, é solto em 1926 e novamente preso em 1929, voltando à liberdade em maio de 1930, a tempo de participar das ações que viriam a derrubar o presidente Washington Luís, após o fracasso eleitoral da Aliança Liberal.

Com a subida ao poder de Getúlio Vargas, foi anistiado e trabalhou na criação do Correio Aéreo Militar, que viria a se tornar o Correio Aéreo Nacional. Em 1935, comandou o 1º Regimento de Aviação contra o levante conhecido como Intentona Comunista. Em 1937, com a decretação do Estado Novo exonerou-se do comando, continuando, contudo, na carreira militar.

Em 1941, com a criação do Ministério da Aeronáutica, foi promovido a brigadeiro. Participou da organização e construção das Bases Aéreas que iriam desempenhar importante papel no esforço dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. No final do Estado Novo candidatou-se, com o apoio de Carlos Lacerda, à eleição presidencial marcada para dezembro de 1945, formando em torno de si a União Democrática Nacional (UDN), mas a perdeu para o general Eurico Gaspar Dutra, Ministro da Guerra de Vargas.

Em 1950, foi novamente candidato à presidência da República pela UDN, sendo dessa vez derrotado pelo próprio Vargas. Foi um dos líderes da campanha pelo afastamento do presidente, após o atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, em agosto de 1954. Com o suicídio de Getúlio assumiu o Ministério da Aeronáutica, no governo de Café Filho  (1954–1955). Em setembro de 1960 passou para a Reserva Remunerada no posto de Marechal-do-Ar. Em 1964 participou do golpe militar que depôs o presidente João Goulart e pôs na presidência o Marechal Castelo Branco, de quem foi, também, Ministro da Aeronáutica.  Eduardo Gomes faleceu no dia 13 de junho de 1981.

Em 11 de dezembro de 1973, em sua homenagem, o Aeroporto de Manaus passou a denominar-se “Aeroporto Internacional Eduardo Gomes”. Em 6 de novembro de 1984, o Governo Federal  concedeu-lhe o título de “Patrono da Força Aérea Brasileira”.

Curiosidade: Conta-se que, em 1945, durante a campanha eleitoral de Eduardo Gomes, as mulheres de seu comitê de campanha criaram o slogan “Vote no Brigadeiro, além de bonito é solteiro”. Essas mesmas mulheres, para angariar fundos, faziam e vendiam um docinho feito de leite, ovos, manteiga, açúcar e chocolate, que fez muito sucesso e ao qual passaram a se referir como o “docinho do brigadeiro”. Com o tempo, o nome “brigadeiro”, passou a designar o doce.


1-Santos Dumont 0741-Santos Dumont 114


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