Atividades e Eventos

Sábado(17) 50 Anos do Parque – Prepare-se para o belo no Rio Splash Tours, em uma aventura anfíbia.

publicado por: Fernando Nascimento em

Rio Splash Tours

uma aventura anfíbia


No dia 17 de outubro, às 13 horas, no estacionamento do Restaurante Rio’s, venha comemorar os 50 anos do Parque do Flamengo no “Rio Splash Tours”, uma aventura anfíbia pela costa da Praia do Flamengo.

O passeio que é diário foi revestido do espírito dos 50 anos e fará uma ponte entre dois polos de arte-educação do parque, transformando a distância entre os monumentos em algo novo, divertido, encantador.

O Rio Splash Tours é um passeio diferente de tudo que você já viu! Experimente a sensação única de fazer um splash down na Baia de Guanabara a bordo do mais seguro e moderno veículo anfíbio do mundo. Veja o Parque do Flamengo de um jeito que você nunca viu!

Bem-vindo a bordo!!!

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Saiba mais sobre o Elemento Arquitetônico
Restaurante Rio’s

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Aproveite melhor as suas horas de lazer,
vivencie o
Parque do Flamengo.

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Por um parque pra chamar de seu…
Participe!

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Você Sabia?

Velejar não é só para rico

publicado por: Claudio Machado em

A origem do barco a vela para competições remonta ao século 17, quando surgiu, na Holanda, um tipo de embarcação chamado “jaghtstchip”. Por ser uma embarcação prática e de fácil condução, o jaghtstchip atraiu a atenção do rei Carlos II, da Inglaterra, que, à época, encontrava-se exilado na Holanda. Quando finalmente pôde retornar a seu reino, Carlos II, após realizar melhorias no jaghtstchip, ajudou a elaborar outros tipos de barcos, tendo sido um dos grandes incentivadores do iatismo na Inglaterra, além de promover as primeiras regatas em águas britânicas.

O primeiro clube de vela conhecido, porém, não é inglês. O Royal Cork Yatch Club nasceu em 1720, na Irlanda. Somente 50 anos depois é que nasceu, em Londres, o Royal Thames Yatch Club. A primeira regata internacional foi disputada em 1851, próximo à Ilha de Wight, e recebeu o nome de Hundred Guineas Cup.

A chegada da vela aos Estados Unidos e a fundação, em 1844, do New York Yatch Club impulsionaram o desenvolvimento da modalidade ao redor do mundo. Em 1907, nasceu a União Internacional de Corridas de Iates (IYUR), depois rebatizada de Federação Internacional de Vela (ISAF), que hoje administra o esporte em nível mundial.

No Brasil, a vela desembarcou no fim do século 19, trazida por descendentes de europeus. Em 1906, foi fundado o Iate Clube Brasileiro, primeiro clube dedicado ao esporte, no Rio de Janeiro. A primeira prova nacional foi disputada em 1935 e recebeu o nome de Troféu Marcílio Dias. Em 1941, foi fundada a Federação Brasileira de Vela e Motor (CBVM), que controlou o esporte em nível nacional até 2007, quando, devido ao acúmulo de dívidas, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) interveio na entidade. Em 2013, foi criada a Confederação Brasileira de Vela (CBVela), nova administradora  da modalidade no país.

Veleiros são as embarcações de recreio com maior autonomia e por isso são escolhidos para grandes percursos, onde uma embarcação a motor teria de reabastecer seu combustível. Os barcos a vela podem ser divididos em barcos de cruzeiro e de competição. A diferença está basicamente no conforto, manobrabilidade melhor com menos tripulação e menor calado nos veleiros de cruzeiro, contra o arranjo interno mais espartano, na quilha mais competitiva possível e no velame de alto desempenho dos barcos de competição.

Na vela de competição existem diversas classes como Finn, 470, 49er, Yngling Tornado, RS:X, Star, Laser, Nacra 17 e outras. Nas regatas ao longo da competição os atletas podem descartar os piores resultados. Quanto melhor a colocação na regata, menos pontos são acumulados. Vence o velejador que, ao fim do campeonato, tiver menos pontos.

Dentre as várias regras que regulam as regatas as ultrapassagens devem obedecer os seguintes quesitos: se os barcos estiverem recebendo o vento por lados diferentes, que está à esquerda deve dar passagem ao que está à direita; se os barcos estiverem recebendo o vento do mesmo lado, um ao lado do outro, o que recebe o vento primeiro deve liberar a passagem para o que recebe depois; se os barcos estiverem recebendo o vento do mesmo lado, mas sem estar lado-a-lado, o que está mais atrás deverá dar passagem ao que está à frente.

A linguagem também é bem específica: bombordo (lado esquerdo da embarcação), quando se olha em direção à proa; estibordo (lado direito da embarcação quando se olha em direção à Proa; Popa (parte de trás da embarcação); Proa (parte da frente da embarcação); Barlavento (posição onde o vento chega primeiro) e Sotavento (posição onde o vento chega depois).

A cidade do Rio de Janeiro, com sua costa exuberante e, mas precisamente, a Baía de Guanabara, oferece uma grande oportunidade para velejar. O importante é facilitar o acesso ao mar e, informar aos interessados, que para velejar não tem que ser milionário. Já é possível lançar-se ao mar, mesmo sem possuir um barco.

Diversos clubes náuticos oferecem cursos, mas você tem que ser associado e os títulos não são nada baratos. Mas, na Marina da Glória, único píer público do Rio, a CL Velas forma velejadores desde 1990. Lá você encontra cursos de Optimist para crianças; Laser, Dingue e Oceano para adolescentes e adultos, além dos cursos de Arrais, Mestre e Capitão Amador, habilitações importantes para quem quer ter seu próprio barco, ou alugar um para navegar.

Para os interessados em praticar a vela, a CL Velas dispõe de barcos da classe Laser, Dingue e Oceano para aluguel, por hora ou dia. Na Loja da escolinha, localizada na Marina, você encontra diversos produtos náuticos à venda. O que está esperando para lançar-se ao mar e desfrutar inesquecíveis momentos de aventura e lazer?

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Opinião

HORIZONTE ESTREITO. Nossa opinião sobre a performance “Horizonte Negro”

publicado por: Fernando Nascimento em

HORIZONTE ESTREITO

Horizonte Estreito

A performance “Horizonte Negro”, de autoria da artista visual Martha Niklaus,  foi usada como forma de protesto,  por um grupo de velejadores, contra as obras de revitalização da Marina da Glória. Como manifestação artística o ato foi válido, mas a escolha da bandeira negra como símbolo do protesto, uma completa e lamentável falta de sensibilidade.

A visão daquelas bandeiras negras singrando as águas da Baía de Guanabara trouxe à lembrança cenas chocantes das barbáries perpetradas por outro grupo minoritário que faz uso do mesmo símbolo, o Exército Islâmico. É claro que a comparação num primeiro momento possa parecer descabida, afinal de contas os velejadores não praticam as atrocidades que esse grupo extremista vem expondo regularmente na mídia mundial. Em verdade o que os aproxima são a estreita visão de mundo que ambos defendem e querem impor à maioria, e o uso da mídia como meio para atraírem atenção e alcançarem seus objetivos.

Tanto lá no Oriente Médio como aqui, essa minoria luta pela manutenção de uma ideologia que rejeita o progresso e a modernidade. Diferindo da maioria dos proprietários de barcos e usuários da Marina, esse pequeno grupo de velejadores defende a paralisação das obras alegando que o local será elitizado.  Como se eles, em comparação com a maioria da população, não fossem elite. A eles não importa que os outros proprietários, usuários, Parque e cidade percam com a interrupção. O que interessa é manter seu status quo.

Dentre os que participaram do protesto, alguns moram em seus barcos na Marina da Glória. Quem não gostaria de morar num local privilegiado como aquele? Na zona sul da cidade, a cinco minutos do Centro, com ônibus e metrô à porta, por um preço abaixo do que o mercado estabelece para a área e, ainda, sem pagar IPTU e laudêmio, imposto pago por todos os que ocupam terrenos de marinha, caso dos proprietários de imóveis na orla da cidade.

Em entrevista publicada em 15 de setembro de 2012, no jornal O Globo, um morador em barco contou que deixou o confortável apartamento que dividia com dois amigos, em Jacarepaguá, para viver num pequeno veleiro ancorado na Marina. Trabalhava em um escritório na Glória e reclamava que era um “suplício” o deslocamento de casa para o trabalho e vice-versa. Perdia até três horas de seu dia no trânsito.

Sua primeira opção seria morar em um quarto e sala, mas ao procurar nos classificados se deparou com os preços inflados do mercado imobiliário carioca, além da exigência de um fiador. Em um churrasco num terraço na Glória comtemplou os barcos atracados na Marina e teve a ideia. Pesquisou e constatou que ancorar um barco permanentemente num píer, com acesso à água potável e eletricidade, era muito mais em conta que alugar um apartamento. Concluiu que o mar seria o local perfeito para uma mudança de vida. Comprou um veleiro de 26 pés e passou a morar num local seguro e privilegiado. No final de semana levanta a âncora, iça as velas e curte, de casa, o belo litoral carioca. Como diz a campanha do MasterCard: “Não tem preço”.

São essas pessoas que se dizem preocupadas com o Parque do Flamengo. Não é inválido o estilo de vida que defendem. Certamente muitos gostariam de comprar um barco para desfrutarem das vantagens e facilidades que essa opção de moradia oferece. O que não é válido, é que na tentativa de sensibilizarem a opinião pública, usem a defesa do Parque como um meio para alcançarem seus interesses particulares e imediatos. O que não devemos aceitar é que essas pessoas se apresentem como porta-vozes e defensoras dos anseios da maioria, quando não o são.

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