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Opinião

“Nova” Iluminação do Parque do Flamengo

publicado por: Claudio Machado em

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Finalmente, começaram as obras para a implantação da nova iluminação baixa do Parque do Flamengo. Funcionários da RioLuz estão rasgando o parque em toda a extensão da ciclovia para a fixação de 402 postes com lâmpadas de 100 watts. A obra está sendo executada em regime de urgência, com o trabalho se estendendo pelo período noturno.

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Antiga reivindicação dos frequentadores, encampada pela vereadora Leila do Flamengo, que conseguiu junto à Prefeitura a verba para sua realização, a obra, apesar de já estar prevista desde 2014, não tem autorização nem do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), nem do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgãos responsáveis, respectivamente, pela elaboração do projeto e sua posterior aprovação e liberação. Falta de tempo não pode ser alegada. Portanto, uma obra não autorizada, que poderá será embargada pelo Ministério Público Federal a qualquer momento. Acrescente-se a isso, a inexistência da placa obrigatória constando as informações sobre a mesma: nome da obra, valor total, objeto, início e término, agentes participantes e outras informações pertinentes.

Tanto a Prefeitura quanto a vereadora sabem que o parque é tombado, e que toda e quaisquer alterações em seu projeto original devem ser submetidas à análise dos órgãos responsáveis por sua preservação. Projeto algum foi elaborado pelo IRPH para essa nova iluminação. Tudo indica que a RioLuz está executando o antigo projeto de iluminação baixa que foi rejeitado pelo IPHAN em 1999, ou seja, estão implantando, em 2016, uma solução elaborada há 17 anos, já ultrapassada diante do avanço tecnológico ocorrido desde então.

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Avanço tecnológico que já se faz presente no parque. A empresa General Electric (GE) doou e está testando, em um dos postes, um novo sistema de iluminação inteligente que faz uso de luminárias de LED, o mesmo instalado no Cristo Redentor. Elas podem ser associadas a câmeras e sensores e transmitir dados. Além de aumentar a sensação de segurança essa nova ferramenta facilitará a manutenção, pois checará o funcionamento das luminárias e avisará à RioLuz quando houver problemas. A nova tecnologia também permite ajustar a luz conforme o trânsito. De acordo com as normas de iluminação viária, quanto maior o tráfego ou a velocidade permitida, mais intensa deve ser a luz. Então, dependendo do fluxo e da velocidade, o sistema ajusta a luminosidade das luminárias à necessidade do momento. Essa modulação propiciará uma considerável diminuição no consumo de energia do parque que hoje é de 1.161 Kw e será reduzido para 237,6 Kw. Uma substancial economia para os cofres públicos. O IPHAN está analisando a adoção desse novo aparato tecnológico que, caso seja aprovado, será instalado pela General Electric em todo o Parque do Flamengo.  

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A Prefeitura e a vereadora têm ciência desses fatos e, ainda assim, estão gastando dinheiro público adotando um sistema de iluminação defasado em uma obra feita a toque de caixa. Eles não querem uma obra bem feita, eles querem a obra feita. Não sabemos quanto vai custar, contudo sabemos quando vai terminar: antes das eleições municipais de outubro deste ano. Afinal esse é o modus operandi de nossos políticos, inaugurarem obras às vésperas do pleito para angariarem votos.

Recentemente, vivenciamos os malefícios que essa persistente prática pode causar: o trágico acidente ocorrido na Ciclovia Tim Maia, que resultou na morte de duas pessoas e em prejuízo financeiro para os cofres públicos, leia-se, dinheiro do contribuinte. Tanto lá como cá a obra não passou pelo crivo dos órgãos competentes. A urgência para a entrega atropelou todos os parâmetros do bom senso no trato da coisa pública.

O Instituto Lotta não é contra a implantação de uma nova iluminação, mas defende que a mesma seja criteriosamente planejada, analisada, aprovada, liberada e executada. Dessa maneira, equívocos e gastos desnecessários são evitados durante a elaboração e realização do projeto. Existem áreas sombreadas no parque que realmente necessitam de iluminação baixa, mas não é preciso que de 20 em 20 metros haja um poste iluminado, como estão sendo colocados agora. Burle Marx já dizia, a respeito de uma das propostas de iluminação apresentadas à época, que se aquilo fosse aprovado, o parque iria ficar parecendo um “paliteiro”. E é isso que acontecerá, uma completa mutilação do projeto original se a obra, ora em andamento, for concluída.

Para evitar interferências desse tipo é que Lotta de Macedo Soares, a idealizadora do parque, lutou pela criação de uma fundação para a sua administração. Ela anteviu, que se o parque ficasse ao sabor dos interesses políticos, tanto sua manutenção quanto sua preservação estariam ameaçadas, ao dizer: “Se cada secretaria, cada departamento, cada político com a sua idéia particular, com a sua área de influência vier com proposições fora do espírito pelo qual o parque foi planejado, será a rápida destruição, ainda sem estar terminada, de uma obra única”. Para ela, somente uma administração profissional e responsável seria capaz de salvaguardar, em seu melhor sentido social e humano, uma área tão grande e complexa como o Parque do Flamengo.

O momento político e econômico adverso que o país e toda a sociedade brasileira agora experimentam, é o reflexo da falta de comprometimento de nossas autoridades no trato da coisa pública. A situação exige da classe dirigente uma postura mais respeitosa, cuidadosa  e transparente no uso do dinheiro do contribuinte. Ele não pode e não deve ser desperdiçado em obras que visam, eminentemente, a dividendos eleitorais. O Parque do Flamengo e a população não merecem e não aceitam isso!

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Saiba mais em: http://www.parquedoflamengo.com.br/sobre-o-parque/a-iluminacao/

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Parque do Flamengo

Inaugurada a Nova Marina da Glória.

publicado por: Claudio Machado em

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“Marinas são “a janela da cidade”, local para onde as pessoas se dirigem a fim de descontrair, contemplar, observar o mar, a atividade náutica e as pessoas. Não necessariamente para andar de barco. É fato notório que grande parte dos visitantes em marinas chegam ali por terra, e a maioria não possui barco. Não se limitam a ser meras garagens de barcos, são espaços multifuncionais que oferecem além de infraestrutura náutica, atrações culturais que as tornam parte vibrante de suas cidades. Estabelecem uma noção de identidade com a população local, melhoram a qualidade de vida e incrementam a cadeia de turismo, trazendo prosperidade econômica”.

Iniciadas em dezembro de 2014, as obras de revitalização da Marina da Glória e do seu entorno ainda não terminaram, mas o espaço foi oficialmente inaugurado na última quinta-feira, 07 de abril. Após dezesseis meses de obras o carioca recebe de volta uma área a qual não tinha pleno acesso desde 1984, época em que a marina foi gradeada e separada do Parque do Flamengo.

Onde antes havia um equipamento obsoleto e degradado, surge uma nova e moderna área dedicada não só ao esporte e infraestrutura náuticas. Utilizando os conceitos atualmente aplicados nas mais modernas marinas do mundo, a nova Marina da Glória oferece espaços multifuncionais onde você encontra lojas de produtos náuticos, cursos de vela, mergulho e de aptidão náutica; além de passeios turísticos, bares, restaurantes (inclusive um de comida a quilo) e área dedicada à realização de eventos culturais. Por estar inserida dentro do Parque do Flamengo, essa esplêndida área pública de lazer à beira mar, a nova marina ainda será um ponto de apoio aos frequentadores do parque, oferecendo estrutura de banheiros e bicicletários. Um território antes restrito aos donos de barcos, agora pode ser frequentado por todos, cariocas e turistas.

A partir de 13 de julho até 20 de setembro de 2016 o local será entregue à operação exclusiva do Comitê Organizador da Rio-2016. A marina sediará os eventos Olímpico e Paralímpico de Vela e, por essa razão, esse órgão passará a coordenar a circulação de pessoas dentro do espaço, seguindo as normas adotadas para todos os equipamentos olímpicos e sob o controle das forças de segurança locais.

Após o término das Olimpíadas e a devolução da área pelo Comitê Organizador, serão iniciadas as obras de urbanização da esplanada de 30 mil metros quadrados, antes usada para eventos. Um projeto do escritório Burle Marx dotará o espaço de ciclovia, mirante e árvores nativas, integrando-o novamente ao parque. De lá se poderá contemplar a Baía de Guanabara, Pão-de-Açúcar, Cristo Redentor e muito mais.

A pedido da BR Marinas, concessionária da marina, o arquiteto Haruyoshi Ono (Haru), sócio do escritório Burle Marx, desenvolveu um projeto para a revitalização da área do parque conhecida como “Bosque dos Piqueniques”, o qual foi doado à Prefeitura do Rio de Janeiro. Além disso, em acordo assinado entre o Ministério Público Federal (MPF) e a BR Marinas, esta se comprometeu a instalar a rampa pública para embarcações, em área próxima ao Aeroporto Santos Dumont, atualmente utilizada como estacionamento. Os dois espaços estão localizados fora dos limites de sua área de concessão.

Em discurso saudando a inauguração da marina, Washington Fajardo, Presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) e do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural (CMPC), ressaltou a importância das mulheres envolvidas ao longo do tempo com o Parque do Flamengo. Citou Lotta de Macedo Soares, sem a qual o parque não existiria; as arquitetas  Laura Di Blasi e Aline Xavier,  do IRPH, envolvidas no processo de revitalização do Bosque de Piquenique; Jurema Machado e Mônica Costa, respectivamente, presidente e superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN); e  Gabriela Lobato Marins, presidente da BR Marinas, que em seu pronunciamento disse: “A cidade tem uma nova porta de entrada pelo mar, totalmente remodelada e inserida em um cartão postal da cidade. Estamos ao lado do Centro e da Zona Sul, dentro de um parque e vizinhos de equipamentos importantes para a cidade como o Aeroporto Santos Dumont e o MAM. Esperamos muitos visitantes, não apenas os amantes da náutica. A ideia do projeto é exatamente esta: trazer o carioca e os turistas para cá e fazer com que a cidade se reencontre com o mar”.  

Pegando carona nas palavras de Gabriela, o Movimento #OCUPAPARQUE, acredita que a Marina da Glória além de proporcionar o reencontro do carioca e dos turistas com o mar, promoverá o reencontro destes com o Parque do Flamengo.

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https://www.youtube.com/watch?v=Uhg6IXt-RPU

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