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Opinião

“Nova” Iluminação do Parque do Flamengo

publicado por: Claudio Machado em

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Finalmente, começaram as obras para a implantação da nova iluminação baixa do Parque do Flamengo. Funcionários da RioLuz estão rasgando o parque em toda a extensão da ciclovia para a fixação de 402 postes com lâmpadas de 100 watts. A obra está sendo executada em regime de urgência, com o trabalho se estendendo pelo período noturno.

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Antiga reivindicação dos frequentadores, encampada pela vereadora Leila do Flamengo, que conseguiu junto à Prefeitura a verba para sua realização, a obra, apesar de já estar prevista desde 2014, não tem autorização nem do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), nem do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgãos responsáveis, respectivamente, pela elaboração do projeto e sua posterior aprovação e liberação. Falta de tempo não pode ser alegada. Portanto, uma obra não autorizada, que poderá será embargada pelo Ministério Público Federal a qualquer momento. Acrescente-se a isso, a inexistência da placa obrigatória constando as informações sobre a mesma: nome da obra, valor total, objeto, início e término, agentes participantes e outras informações pertinentes.

Tanto a Prefeitura quanto a vereadora sabem que o parque é tombado, e que toda e quaisquer alterações em seu projeto original devem ser submetidas à análise dos órgãos responsáveis por sua preservação. Projeto algum foi elaborado pelo IRPH para essa nova iluminação. Tudo indica que a RioLuz está executando o antigo projeto de iluminação baixa que foi rejeitado pelo IPHAN em 1999, ou seja, estão implantando, em 2016, uma solução elaborada há 17 anos, já ultrapassada diante do avanço tecnológico ocorrido desde então.

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Avanço tecnológico que já se faz presente no parque. A empresa General Electric (GE) doou e está testando, em um dos postes, um novo sistema de iluminação inteligente que faz uso de luminárias de LED, o mesmo instalado no Cristo Redentor. Elas podem ser associadas a câmeras e sensores e transmitir dados. Além de aumentar a sensação de segurança essa nova ferramenta facilitará a manutenção, pois checará o funcionamento das luminárias e avisará à RioLuz quando houver problemas. A nova tecnologia também permite ajustar a luz conforme o trânsito. De acordo com as normas de iluminação viária, quanto maior o tráfego ou a velocidade permitida, mais intensa deve ser a luz. Então, dependendo do fluxo e da velocidade, o sistema ajusta a luminosidade das luminárias à necessidade do momento. Essa modulação propiciará uma considerável diminuição no consumo de energia do parque que hoje é de 1.161 Kw e será reduzido para 237,6 Kw. Uma substancial economia para os cofres públicos. O IPHAN está analisando a adoção desse novo aparato tecnológico que, caso seja aprovado, será instalado pela General Electric em todo o Parque do Flamengo.  

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A Prefeitura e a vereadora têm ciência desses fatos e, ainda assim, estão gastando dinheiro público adotando um sistema de iluminação defasado em uma obra feita a toque de caixa. Eles não querem uma obra bem feita, eles querem a obra feita. Não sabemos quanto vai custar, contudo sabemos quando vai terminar: antes das eleições municipais de outubro deste ano. Afinal esse é o modus operandi de nossos políticos, inaugurarem obras às vésperas do pleito para angariarem votos.

Recentemente, vivenciamos os malefícios que essa persistente prática pode causar: o trágico acidente ocorrido na Ciclovia Tim Maia, que resultou na morte de duas pessoas e em prejuízo financeiro para os cofres públicos, leia-se, dinheiro do contribuinte. Tanto lá como cá a obra não passou pelo crivo dos órgãos competentes. A urgência para a entrega atropelou todos os parâmetros do bom senso no trato da coisa pública.

O Instituto Lotta não é contra a implantação de uma nova iluminação, mas defende que a mesma seja criteriosamente planejada, analisada, aprovada, liberada e executada. Dessa maneira, equívocos e gastos desnecessários são evitados durante a elaboração e realização do projeto. Existem áreas sombreadas no parque que realmente necessitam de iluminação baixa, mas não é preciso que de 20 em 20 metros haja um poste iluminado, como estão sendo colocados agora. Burle Marx já dizia, a respeito de uma das propostas de iluminação apresentadas à época, que se aquilo fosse aprovado, o parque iria ficar parecendo um “paliteiro”. E é isso que acontecerá, uma completa mutilação do projeto original se a obra, ora em andamento, for concluída.

Para evitar interferências desse tipo é que Lotta de Macedo Soares, a idealizadora do parque, lutou pela criação de uma fundação para a sua administração. Ela anteviu, que se o parque ficasse ao sabor dos interesses políticos, tanto sua manutenção quanto sua preservação estariam ameaçadas, ao dizer: “Se cada secretaria, cada departamento, cada político com a sua idéia particular, com a sua área de influência vier com proposições fora do espírito pelo qual o parque foi planejado, será a rápida destruição, ainda sem estar terminada, de uma obra única”. Para ela, somente uma administração profissional e responsável seria capaz de salvaguardar, em seu melhor sentido social e humano, uma área tão grande e complexa como o Parque do Flamengo.

O momento político e econômico adverso que o país e toda a sociedade brasileira agora experimentam, é o reflexo da falta de comprometimento de nossas autoridades no trato da coisa pública. A situação exige da classe dirigente uma postura mais respeitosa, cuidadosa  e transparente no uso do dinheiro do contribuinte. Ele não pode e não deve ser desperdiçado em obras que visam, eminentemente, a dividendos eleitorais. O Parque do Flamengo e a população não merecem e não aceitam isso!

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Saiba mais em: http://www.parquedoflamengo.com.br/sobre-o-parque/a-iluminacao/

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Parque do Flamengo

Inaugurada a Nova Marina da Glória.

publicado por: Claudio Machado em

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“Marinas são “a janela da cidade”, local para onde as pessoas se dirigem a fim de descontrair, contemplar, observar o mar, a atividade náutica e as pessoas. Não necessariamente para andar de barco. É fato notório que grande parte dos visitantes em marinas chegam ali por terra, e a maioria não possui barco. Não se limitam a ser meras garagens de barcos, são espaços multifuncionais que oferecem além de infraestrutura náutica, atrações culturais que as tornam parte vibrante de suas cidades. Estabelecem uma noção de identidade com a população local, melhoram a qualidade de vida e incrementam a cadeia de turismo, trazendo prosperidade econômica”.

Iniciadas em dezembro de 2014, as obras de revitalização da Marina da Glória e do seu entorno ainda não terminaram, mas o espaço foi oficialmente inaugurado na última quinta-feira, 07 de abril. Após dezesseis meses de obras o carioca recebe de volta uma área a qual não tinha pleno acesso desde 1984, época em que a marina foi gradeada e separada do Parque do Flamengo.

Onde antes havia um equipamento obsoleto e degradado, surge uma nova e moderna área dedicada não só ao esporte e infraestrutura náuticas. Utilizando os conceitos atualmente aplicados nas mais modernas marinas do mundo, a nova Marina da Glória oferece espaços multifuncionais onde você encontra lojas de produtos náuticos, cursos de vela, mergulho e de aptidão náutica; além de passeios turísticos, bares, restaurantes (inclusive um de comida a quilo) e área dedicada à realização de eventos culturais. Por estar inserida dentro do Parque do Flamengo, essa esplêndida área pública de lazer à beira mar, a nova marina ainda será um ponto de apoio aos frequentadores do parque, oferecendo estrutura de banheiros e bicicletários. Um território antes restrito aos donos de barcos, agora pode ser frequentado por todos, cariocas e turistas.

A partir de 13 de julho até 20 de setembro de 2016 o local será entregue à operação exclusiva do Comitê Organizador da Rio-2016. A marina sediará os eventos Olímpico e Paralímpico de Vela e, por essa razão, esse órgão passará a coordenar a circulação de pessoas dentro do espaço, seguindo as normas adotadas para todos os equipamentos olímpicos e sob o controle das forças de segurança locais.

Após o término das Olimpíadas e a devolução da área pelo Comitê Organizador, serão iniciadas as obras de urbanização da esplanada de 30 mil metros quadrados, antes usada para eventos. Um projeto do escritório Burle Marx dotará o espaço de ciclovia, mirante e árvores nativas, integrando-o novamente ao parque. De lá se poderá contemplar a Baía de Guanabara, Pão-de-Açúcar, Cristo Redentor e muito mais.

A pedido da BR Marinas, concessionária da marina, o arquiteto Haruyoshi Ono (Haru), sócio do escritório Burle Marx, desenvolveu um projeto para a revitalização da área do parque conhecida como “Bosque dos Piqueniques”, o qual foi doado à Prefeitura do Rio de Janeiro. Além disso, em acordo assinado entre o Ministério Público Federal (MPF) e a BR Marinas, esta se comprometeu a instalar a rampa pública para embarcações, em área próxima ao Aeroporto Santos Dumont, atualmente utilizada como estacionamento. Os dois espaços estão localizados fora dos limites de sua área de concessão.

Em discurso saudando a inauguração da marina, Washington Fajardo, Presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) e do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural (CMPC), ressaltou a importância das mulheres envolvidas ao longo do tempo com o Parque do Flamengo. Citou Lotta de Macedo Soares, sem a qual o parque não existiria; as arquitetas  Laura Di Blasi e Aline Xavier,  do IRPH, envolvidas no processo de revitalização do Bosque de Piquenique; Jurema Machado e Mônica Costa, respectivamente, presidente e superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN); e  Gabriela Lobato Marins, presidente da BR Marinas, que em seu pronunciamento disse: “A cidade tem uma nova porta de entrada pelo mar, totalmente remodelada e inserida em um cartão postal da cidade. Estamos ao lado do Centro e da Zona Sul, dentro de um parque e vizinhos de equipamentos importantes para a cidade como o Aeroporto Santos Dumont e o MAM. Esperamos muitos visitantes, não apenas os amantes da náutica. A ideia do projeto é exatamente esta: trazer o carioca e os turistas para cá e fazer com que a cidade se reencontre com o mar”.  

Pegando carona nas palavras de Gabriela, o Movimento #OCUPAPARQUE, acredita que a Marina da Glória além de proporcionar o reencontro do carioca e dos turistas com o mar, promoverá o reencontro destes com o Parque do Flamengo.

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https://www.youtube.com/watch?v=Uhg6IXt-RPU

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Sábado(17) 50 Anos do Parque – Prepare-se para ver ou rever Flores Raras, na Cinemateca do MAM no Parque do Flamengo.

publicado por: Fernando Nascimento em

Flores Raras

Lotta de Macedo Soares, Mary Morse e Elizabeth Bishop.


Se você ainda não viu, ou se já viu e deseja rever, essa é uma ótima oportunidade. No dia 17 de outubro, às 17:30 h, venha comemorar os 50 anos do Parque do Flamengo assistindo ao filme Flores Raras, na Cinemateca do MAM, no Parque do Flamengo.

Dirigido por Bruno Barreto e  roteirizado por Carolina Kotscho, Mattew Chapman e Julie Sayres, o filme foi livremente inspirado no livro Flores Raras e Banalíssimas, da escritora Carmen Lúcia Oliveira. 

Na tela, Glória Pires é Lotta; a atriz australiana Miranda Otto (A Guerra dos Mundos e segundo e terceiro filmes da trilogia O Senhor dos Anéis), interpreta Elizabeth Bishop;  e a americana Tracy Middendorf (O Assassinato de um Presidente e Missão Impossível 3 ), faz o papel de Mary Morse.

Flores Raras cumpre o papel de fazer justiça a Lotta. Mesmo sendo a idealizadora e Presidente do Grupo de Trabalho que deu vida ao  Parque do Flamengo, tal maternidade não é do conhecimento do grande público. A única menção a ela está feita em uma placa em sua homenagem afixada, em 1995, no Teatro de Fantoches e Marionetes do Parque  Flamengo.

Para resgatar e manter viva a memória e obra dessa extraordinária e visionária mulher é que foi criado o Instituto Lotta de Cultura e Arte-Educação, que junto ao Movimento #OCUPAPARQUE, é um dos organizadores dos eventos comemorativos dos 50 anos do Parque do Flamengo.

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Saiba mais sobre o Elemento Arquitetônico
Museu de Arte Moderna

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Você Sabia?

Aniversário do Parque do Flamengo – 17 de outubro – Conheça a História.

publicado por: Claudio Machado em

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Polêmico desde sua concepção, o Parque do Flamengo completa 50 anos em outubro de 2015, ainda, sendo objeto de disputas e cobiças, como antevisto por sua visionária idealizadora Lotta de Macedo Soares.

Oficialmente, o parque não foi inaugurado por não estar concluído. Até os dias atuais, alguns equipamentos que constam de seu projeto original, continuam apenas no papel. O que aconteceu, como noticiado em jornais da época, é que em comemoração ao encerramento da Semana da Criança, a Secretaria de Turismo do Estado da Guanabara, promoveu uma série de eventos no parque, que culminaram com a inauguração da Cidade em Miniatura e do Teatro de Fantoches e Marionetes, às 15 horas do dia 17 de outubro de 1965.

Os jornais Última Hora e Jornal do Brasil, de 18 de outubro de 1965, segunda-feira, noticiaram que milhares de crianças ocuparam o parque durante todo o dia de domingo, para uma das maiores festas infantis já realizadas na Guanabara, transformando o Parque do Flamengo num imenso playground.

O programa completo ofereceu show do Carequinha e seu grupo circense. No Teatro de Fantoches e Marionetes foram encenadas quatro peças. Nas pistas de rolamento, interditadas, bonecos de Walt Disney saíram em passeata e diversos campeonatos como os infanto-juvenil de futebol, de corrida de bicicleta, de patinete, de velocípede e de carrinho de pedal para meninos e meninas de até 10 anos, e campeonato de pipa para menores de 15 anos, foram disputados ao longo do dia.

Na pista de aeromodelismo, um show aéreo e no tanque de nautimodelismo, uma regata de pequenas embarcações. Houve o lançamento de mais de duas mil bolas coloridas, a realização de um espetáculo pirotécnico de fumaça colorida e a distribuição gratuita de sanduíches, algodão doce, pipoca e refrigerantes à criançada.

Em suma, uma festa completa em um parque vivo, tudo aquilo que Lotta imaginou e lutou para que acontecesse. Por isso que, extraoficialmente, o aniversário do Parque do Flamengo é comemorado no dia 17 de outubro.

Foi um domingo para ficar na história e que o Movimento #OCUPAPARQUE almeja replicar, num breve futuro, não apenas aos domingos, mas durante toda a semana, ocupando o parque com diversas atividades.

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 Parque do Flamengo 

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Domingo, 21 Vivo Rio apresenta Festival de Blues

publicado por: admin em

Festival de Blues no Vivo Rio

O maior festival de blues brasileiro chega ao Vivo Rio com Ben Harper, Charlie Musselwhite e Flávio Guimarães.

 

Cliente Vivo Pós tem 25% de desconto na compra de até 2 ingressos para espetáculos no Vivo Rio.
Para a compra dos ingressos, retirada e acesso ao Vivo Rio, é obrigatória a apresentação da última conta paga do telefone celular Vivo no nome do comprador dos ingressos, além de documento de identidade.

Classificação: 16 Anos.

Meia Entrada: Estudantes, idosos , professores do município do Rio de Janeiro e portador de necessidade especial.

Estudantes de Ensino: Fundamental, Médio, Superior ou Pós-graduação, esclarecemos que a venda de meia-entrada é direta, pessoal e intransferível e está condicionada a apresentação dos documentos na entrada do espetáculo.
Mais informações: www.vivorio.com.br

Retirada de Ingressos
A Casa de Espetáculo abre 2h antes do espetáculo, ou seja, até 2h antes da casa abrir, a retirada de ingressos de internet e callcenter será feita na bilheteria. Após a abertura da Casa a retirada será feita na Bilheteria do Vivo Rio.

 

http://goo.gl/TtVn2t

Dia da Música – Domingo (21) no Palco Montado no Jardim Suspenso (atrás do MAM)

publicado por: admin em

Dia da Música – Jardim Suspenso

O Dia da Musica vai realizar mais de 100 shows nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Os shows serão gratuitos e irão ocupar praças, parques, centros culturais e teatros. No Rio de Janeiro a cidade vai respirar música no dia 21 de junho, serão 10 palcos com a proposta de evidenciar a cena de música autoral. A programação foi selecionada por curadores e também pelo público e conta com mais de 40 shows. Alvinho Lancelotti, Negro Leo, Biltre, Rubel, Água Viva, Primos Distantes, Afrojazz, Omulu, e Luis Barcelos, são algumas das atrações.

O Palco nos “Jardins do MAM”, com curadoria de Chico Dub, recebe Omulu, Psilosamples, Dedo e Bemônio.

Acesse www.diadamusica.com.br, confira a programação completa!

Curadoria: Chico Dub (Eletrônica/ Experimental/Rock)

15h – DEDO
16h – bemônio
17h – Psilosamples
18h – Omulu

“Foi um desafio bem interessante montar o Palco no Jardim Suspenso para o Dia da Música. Acabei optando por criar algo que ao mesmo tempo não fosse nichado demais ou então plural em demasia. O resultado foi um encontro entre uma música experimental mais climática, densa e soturna a cargo do DEDO e do bemônio, com a música eletrônica de toques regionais do Psilosamples (artista de Pouso Alegre, Minas Gerais) e do Omulu. Um encontro, a princípio sem sentido, entre o escuro e o divertido; entre a pista e a não-pista; entre a cabeça e o quadril. Flerto com diversos mundos e quis, propositalmente, trazer isso pro Palco do Jardim Suspenso. Tenho certeza que a galera que curte funk e bass music em geral pode se amarrar no bemônio e que o povo dos experimentalismos radicais pode (e deve) dançar à vera ao som da quebradeira caipira do Psilosamples.” (Chico Dub)

Veja a programação geral em http://www.diadamusica.com.br/novidades/2015/5/programacao-geral

 

palco

Gestão da Convivência

Ata da 10ª Reunião Geral – 09/06/2015

publicado por: Fernando Nascimento em

ATA DA DÉCIMA REUNIÃO DO CONSELHO PARA A REFUNDAÇÃO DO PARQUE DO FLAMENGO REALIZADA EM 09 DE JUNHO DE 2015

 

1. Data, Hora e Local: Aos 9 dias do mês de junho de 2015, às 17 horas, Centro de Convenções do Edifício Argentina, na Praia de Botafogo, nº 228, 2º andar, Rio de Janeiro – RJ.

2. Convocação e Presença: Todos os signatários da presente ata foram convocados previamente pelo Instituto Lotta, via contato telefônico ou correspondência eletrônica. Participaram dessa reunião as senhoras e os senhores Adriana Lins, Andrea de Almeida Rego, André Ferreira Andrade, Arnaud Riquet, Carlos Augusto Junqueira, Cecilia Rabello de Castro Junqueira de Siqueira, Claudio Machado, Eduardo Santos, Fernando Nascimento, Fabio de Jesus Couto, Larissa Mendes, Leandro Alecrim Ribeiro, Leila do Flamengo, Leonardo Motta Campos, Luiz Pizarro, Lydia Cordeiro Jardim, Marcelo Nicolini, Maria Thereza Sombra, Moema Mariani, Monica Dutra Fernandes, Michel Btechs, Naira Motta Campos, Pedro Nogueira dos Santos, Pedro Ney Motta Lima, Polyana Albergarie Woltevs, Sergio Franco, Susanita Freire, Thenard Figueiredo, Thiago Stearns, Tomas Alvim e Uthan de Morais.

3. Mesa: Assumiu a mediação da Mesa o Sr. Fernando Nascimento, tendo sido convidado o Sr. Michel Mancini Btechs para secretariar os trabalhos e preparar a ata da presente reunião.

4. Ordem do dia e Discussões: Esta 10ª reunião geral do grupo foi marcada nas dependências do Edifício Argentina com objetivo de permitir o uso de telão para projetar o resultado de algumas iniciativas conjuntas dos participantes das reuniões, notadamente a disponibilização do site www.parquedoflamengo.com.br, assim como da proposta de Estatuto Social de associação civil para buscar centralizar e organizar os esforços conjuntos da Sociedade Civil para a efetivação do potencial de convivência das pessoas no Parque, seja por meio de um moderno planejamento de recreação pública, seja pela adoção de outras medidas compatíveis com os melhores padrões internacionais de parques com o mesmo porte do Parque do Flamengo. Além disso, a ordem do dia contempla a apresentação do conceito inicial do “Mapa do Parque do Flamengo” pela Sra. Adriana Lins, da Manifesto Design, além de relatório sobre o Power Soccer e os preparativos do evento-teste de foodtruck no Parque. Iniciados os trabalhos, foi feita apresentação por Carlos Augusto (a) sobre (i) a origem da formação e das reuniões para o Conselho para Refundação do Parque do Flamengo; (ii) a capacidade de transformação da sociedade na criação e revitalização de parques; (iii) a necessidade de estruturação de uma governança que permita à Sociedade Civil empoderar-se, participando e colaborando ativamente na consolidação de um plano diretor (master plan) que dê impulso definitivo à revitalização do Parque do Flamengo de forma estruturada; (iv) a estratégia de ocupação do parque por meio do oferecimento de produtos e serviços de qualidade aos frequentadores; (v) a necessidade da sociedade colaborar com as forças de segurança pública para que se fomente o pertencimento da coisa pública, de uso comum do povo, o que representa o oposto da alienação e indiferença; seguindo a ordem do dia, Fernando Nascimento (b) apresentou e inaugurou o site para o Parque do Flamengo, apresentando algumas das funcionalidades, auxiliado pela Polyana, o qual funcionará ligado a um banco de dados que pode ser atualizado e aprimorado pelo administrador do site ou outros colaboradores; na medida em que outras pessoas se voluntariem a colaborar, outras informações poderão ser divulgadas e aprimoradas, tais como eventos, elementos arquitetônicos, mapa do Parque, ou mesmo informações históricas do passado do Parque que vierem a ser reunidas; o conceito do site é que seja colaborativo e orgânico, que possa suprir a necessidade de informações a serem constantemente divulgadas conforme sejam enviadas pelos colaboradores para fins de alimentar o site (com fotos, agendas de eventos, reportagens, etc.), sem prejuízo do canal aberto ao público para a marcação de reuniões e debates na área do Parque, assim como o envio de sugestões e informações cuja publicação poderá ser filtrada pelos administradores; ainda mencionou-se que a ideia não é criar um mural de crítica ou reclamações, mas um fórum para encontro de ideias construtivas a respeito do que pode ser feito para aproveitamento do imenso potencial dessa área de uso comum do povo por pessoas cidadãs e de boa-fé, interessadas em contribuir de verdade com a coletividade, despojando-se de vaidades e outros obstáculos ao entendimento comum; na sequência foi discutido o que seria o próximo passo em termos de desenvolvimento tecnológico para o parque, (c) o projeto de elaboração de um aplicativo a ser utilizado para referir e divulgar locais turísticos que funcione por georreferenciamento, capaz de permitir aos frequentadores do Parque, por meio de aplicativos móveis, maiores informações sobre os objetos do Parque e sua localização geográfica, assim como interação e facilidade no encontro; na sequência, foi feita apresentação pela Sra. Adriana Lins (d) sobre o conceito da comunicação de um “Mapa do Parque do Flamengo” para distribuição em larga escala, divulgando os elementos que o compõem, assim como as atividades que estejam disponíveis; foi discutida a simbologia do movimento “OcupaParque”, a qual foi refletida no “esboço” produzido; foi discutida a semântica e a representatividade do termo “OcupaParque”, o qual planeja-se que seja utilizado de maneira não definitiva, apresentando um chamamento à conscientização; entendeu-se que essa “marca” deve ser revista após consolidação do nome da associação civil que irá aglutinar e catalisar os esforços coletivos do “Conselho para Refundação”, do “OcupaParque”, entre outras iniciativas aderentes aos princípios de conservação, preservação e segurança; na sequência, Pedro e Eduardo Santos apresentaram o (e) andamento dos trabalhos para o evento teste de FoodTrucks, considerando a infraestrutura necessária para sua realização como energia elétrica, estacionamento, banheiros, etc.; foi discutida a promoção de atividades de sustentabilidade e conscientização dos frequentadores durante o evento para que evitem condutas impróprias como o descarte inconsequente de lixo, etc.; na sequência, a convite de Fernando Nascimento foi feita apresentação pela Sra. Mônica Monica Dutra Fernandes (f) sobre a campanha do Rio Power Soccer na Copa Powerchair Libertadores, realizada em Montevidéu, no Uruguai, entre os dias 4 e 7 de junho de 2015; agradecendo a contribuição financeira oferecida por participantes do Conselho para Refundação do Parque do Flamengo, Monica narrou as conquistas e percalços na viagem dos atletas com limitações físicas, na maior parte tetraplégicos, que integram a Associação Brasileira de Futebol em Cadeira de Rodas (ABFC); ainda mencionou outras questões de interesse do time, como acessibilidade e visibilidade no parque; por fim, foi feita breve exposição pelo Carlos Augusto (g) sobre a personalidade jurídica de uma associação civil sem fins lucrativos, com a qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) ou não, apta a ser inscrita no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas ­– CNPJ, assumindo governança e obrigações próprias; foi apresentada a minuta de Estatuto Social proposta pelo advogado, frisando que é ele o único responsável por sua elaboração; registra que trabalhou em fins de semana e feriados em caráter pro bono (sem remuneração) em razão de acreditar na força do grupo formado ao longo desses dez encontros, nos princípios de humanismo adquiridos de seus pais, na escola e na universidade que cursou, assim como no exercício da cidadania, a qual em seu entendimento apenas se efetiva pela participação ativa e colaboração em movimentos comunitários como esse; foram apresentadas algumas cláusulas da minuta de Estatuto Social, a qual será distribuída para leitura e comentários dos interessados em associar-se; o prazo para envio de dúvidas e comentários foi fixado em 30 dias, ou seja, até 10 de julho de 2015.

5. Participantes: Srs. Adriana Lins (Manifesto Design), Andrea de Almeida Rego (IRPH), André Ferreira Andrade (AMA – Glória), Arnaud Riquet (Nautimodelismo), Carlos Augusto Junqueira (advogado morador de Botafogo), Cecilia Rabello de Castro Junqueira de Siqueira (advogada moradora de Botafogo), Claudio Machado (Caminhos do Rio), Eduardo Santos (Ponto Com Arte), Fernando Nascimento (Instituto Lotta), Fabio de Jesus Couto (Secretaria de Esportes do Estado), Larissa Mendes (ONG Casa da Árvore), Leandro Alecrim Ribeiro (FLAMA), Leila do Flamengo (Vereadora); Leonardo Motta Campos (Instituto Lotta), Luiz Pizarro (MAM), Lydia Cordeiro Jardim (Caminhos do Rio), Marcelo Nicolini (Nautimodelismo), Maria Thereza Sombra (AMOV), Michel Mancini Btechs e Thenard Antunes Figueiredo (Souza Cescon Advogados), Moema Mariani (Projeto Resgate História do Parque do Flamengo), Monica Dutra Fernandes (Rio de Janeiro Power Soccer Clube), Naira Motta Campos (Instituto Lotta), Pedro Nogueira dos Santos (Ponto Com Arte), Pedro Ney Motta Lima (Lupa Comunicação), Polyana Albergarie Woltevs (Instituto Lotta), Sergio Franco (arquiteto, gabinete da Vereadora Leila), Susanita Freire (Bonecos em Ação), Tomas Alvim (Arq. Futuro), Thiago Stearns (neto de Lotta Macedo Soares) e Uthan de Morais (Quiosques).

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