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Opinião

Aterro Presente – Abordagem

publicado por: Claudio Machado em

 

Réveillon Parque 243

Decorridos oito meses do início da Operação Aterro Presente, no Parque do Flamengo, em dezembro de 2015, é inegável a melhora da segurança na área. A atuação dos agentes da operação, que fazem constantes abordagens a indivíduos suspeitos, tem inibido a ocorrência de delitos.

Já havia presenciado diversas abordagens, mas não estava nos meus planos ser alvo de uma delas, o que aconteceu ontem 29/08 no canteiro central entre as pistas de alta velocidade, nas imediações da Praça Cuauhtémoc, a conhecida praça do índio. Por volta do meio dia fui abordado por dois agentes da operação, um deles de arma em punho. Como cidadão me senti constrangido e assustado por ter uma arma letal para mim apontada.

Devo ressaltar que, no meu entender, aquela forma de abordagem não tenha sido a apropriada, por ter sido desproporcional. Digo isso porque eu não representava uma iminente ameaça à integridade física dos dois agentes por estar, naquele momento, em desvantagem numérica e com ambas as mãos ocupadas, já que carregava em uma delas uma sacola e na outra minha máquina fotográfica, meu instrumento de trabalho no parque. Executaram a devida revista corporal, verificaram meus pertences e documento de identidade e, após esse ritual, me explicaram que tal procedimento estava relacionado a uma denúncia que haviam recebido sobre um indivíduo suspeito que estaria trajando roupas parecidas com as minhas. Apesar desse dissabor não posso deixar de registrar que os agentes, após todas as verificações, foram educados e se desculparam pela abordagem a qual fui exposto.

Penso que a situação por mim vivenciada não é a ideal, mas entendo que não vivemos num mundo ideal. Entendo que assim como a população civil sente-se ameaçada pela violência que a criminalidade lhe impõe diariamente, os agentes da lei a sentem ainda mais, pois eles são a linha de frente no seu enfrentamento. Entendo que em determinadas situações a análise dessa ameaça possa ser superestimada por esses agentes, dado o extremo estresse a que são submetidos, constantemente, no exercício de suas funções. Mas penso, também, que o discernimento deve ser aplicado a todo e qualquer momento para evitar, principalmente, acidentes e a exacerbação da violência por aqueles que a devem combater.

Procurei pela coordenação do Aterro Presente no parque para relatar o ocorrido. Mesmo achando inapropriada a forma de abordagem, minha intenção era parabenizar, passado o susto inicial, a dupla de agentes por sua efetividade.  Fui recebido atenciosamente pelo capitão André Ramos a quem apresentei meu questionamento quanto à situação por mim vivenciada. O oficial acatou minha ponderação sobre o sucedido e informou-me que os agentes aos quais dirigia minha felicitação eram o tenente Almir e o soldado Helbert. O capitão agradeceu-me pela iniciativa de procurá-lo para elogiar a atuação de seus agentes e, aproveitando a ocasião, reforcei o pedido para que os veículos da operação deixem de usar as passarelas de pedestres como atalho para encurtarem seus deslocamentos no interior do parque. 

Apesar das ressalvas supracitadas, não posso me furtar a reconhecer que o trabalho desempenhado no parque pela Operação Aterro Presente, em suas linhas gerais, está sendo bem executado, o que não o exime de passar por um continuado aperfeiçoamento. Para isso a participação da população é primordial, fazendo denúncias, oferecendo sugestões e criticando quando necessário, mas, também, elogiando quando merecido.  

Em tempo: a abordagem não foi filmada como ocorria quando da implantação da operação.

Disque Aterro Presente: 98496-0114/operaçãoaterropresente@segov.rj.gov.br

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Operação Aterro Presente – Balanço do 3º Mês

publicado por: Claudio Machado em

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Completados três meses da Operação Aterro Presente, não se pode negar a melhora da segurança no Parque do Flamengo. É real o ganho apresentado pelas estatísticas oficiais divulgadas, que aferem a redução do número de ocorrências registradas na área. Apesar dessa constatação, ainda paira uma sensação de insegurança nos frequentadores e nos moradores do entorno. O que é perfeitamente natural devido à ocorrência de vários episódios de violência e crime ali praticados.

Diminuir a sensação de insegurança é uma operação mais complexa, demanda tempo para ser consolidada. É preciso restaurar a confiança dos frequentadores e dos moradores do entorno do Parque do Flamengo quanto à aplicação dessa nova abordagem na manutenção da segurança na área. O restabelecimento dessa confiança está diretamente ligado à percepção de que esta não é mais uma ação pontual, e sim permanente. Mas não apenas isso, é necessário, também, que a Operação Aterro Presente cumpra exemplarmente as metas que nortearam a sua criação, ou seja, reduzir os índices de criminalidade, promover o reordenamento urbano e garantir o direito de ir e vir de moradores da área e frequentadores do Parque do Flamengo.

Essa não é uma tarefa fácil, requer o comprometimento e a dedicação de cada um dos envolvidos nessa operação, independente do nível hierárquico que ocupe. Todos devem estar cientes da importância do local onde estão atuando e do significado do trabalho que estão ali desempenhando. Cabe à população apoiar, incentivar e também fiscalizar e cobrar.

Entretanto, invertendo o sentido de uma antiga frase dita pelo General Junot ao invadir Portugal a mando de Napoleão, “nem tudo está como dantes no quartel do Abrantes”. É preocupante que já no terceiro mês de atuação da Operação Aterro Presente, indícios sinalizem que a eficácia e a qualidade do serviço, já não são mais as mesmas. O número de agentes agora atuando no Parque leva a crer que houve diminuição do efetivo e, não se vê mais, a ação dos funcionários da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social no acolhimento da população em situação de rua, um dos principais problemas do Parque e da cidade. Sabemos que essa não é uma empreitada de fácil solução, mas que parecia estar sendo resolvida nos primeiros momentos da operação. A presença dessas pessoas, em princípio, não representa um risco, desde que não sejam violentas. O problema é que se agregam a elas, ocasionalmente, marginais e criminosos, o que requer uma vigilância constante.

No tocante a atuação dos agentes da Operação Aterro Presente, estes têm deixado a desejar. Há algum tempo, vans e o automóvel Gol por eles conduzidos, vêm usando as passarelas para se deslocarem de um lado ao outro do Parque. Tal prática, além de afrontar a Lei e a Ordem, preceitos que norteiam o desempenho de suas funções, coloca em risco a segurança de todos, já que as passarelas foram projetadas para o trânsito de pessoas e não de veículos. A continuar esse inapropriado e proibido uso, danos estruturais com certeza nelas ocorrerão. Danos esses que podem por em risco a vida de pessoas e causar enormes prejuízos financeiros. Essa atitude pode servir de estímulo para que outros façam o mesmo, já que os obstáculos que impediam a passagem de veículos foram retirados para facilitar o livre trânsito das viaturas usadas no patrulhamento.

Os agentes da Operação Aterro Presente parecem desconhecer o fato de que o Parque do Flamengo é um bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e um Patrimônio Mundial como  Paisagem Cultural, título concedido  pela UNESCO. Agora ele não é só seu, meu, nosso, é um Patrimônio da Humanidade. Sua proteção é dever de todos, principalmente dos que ali estão para fiscalizarem a manutenção da Lei e da Ordem.

Por último fica aqui uma indagação que prefiro não seja verdadeira: será possível que a prática adotada pelos agentes de usar as vans e o Gol, está atrelada ao fato de ser mais confortável fazer o patrulhamento a bordo desses veículos refrigerados do que de moto, bicicleta ou a pé?

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Saiba mais sobre o assunto em:
Operação Aterro Presente
Balanço da Operação no 1º Mês

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