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Opinião

Operação Aterro Presente – Balanço do 3º Mês

publicado por: Claudio Machado em

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Completados três meses da Operação Aterro Presente, não se pode negar a melhora da segurança no Parque do Flamengo. É real o ganho apresentado pelas estatísticas oficiais divulgadas, que aferem a redução do número de ocorrências registradas na área. Apesar dessa constatação, ainda paira uma sensação de insegurança nos frequentadores e nos moradores do entorno. O que é perfeitamente natural devido à ocorrência de vários episódios de violência e crime ali praticados.

Diminuir a sensação de insegurança é uma operação mais complexa, demanda tempo para ser consolidada. É preciso restaurar a confiança dos frequentadores e dos moradores do entorno do Parque do Flamengo quanto à aplicação dessa nova abordagem na manutenção da segurança na área. O restabelecimento dessa confiança está diretamente ligado à percepção de que esta não é mais uma ação pontual, e sim permanente. Mas não apenas isso, é necessário, também, que a Operação Aterro Presente cumpra exemplarmente as metas que nortearam a sua criação, ou seja, reduzir os índices de criminalidade, promover o reordenamento urbano e garantir o direito de ir e vir de moradores da área e frequentadores do Parque do Flamengo.

Essa não é uma tarefa fácil, requer o comprometimento e a dedicação de cada um dos envolvidos nessa operação, independente do nível hierárquico que ocupe. Todos devem estar cientes da importância do local onde estão atuando e do significado do trabalho que estão ali desempenhando. Cabe à população apoiar, incentivar e também fiscalizar e cobrar.

Entretanto, invertendo o sentido de uma antiga frase dita pelo General Junot ao invadir Portugal a mando de Napoleão, “nem tudo está como dantes no quartel do Abrantes”. É preocupante que já no terceiro mês de atuação da Operação Aterro Presente, indícios sinalizem que a eficácia e a qualidade do serviço, já não são mais as mesmas. O número de agentes agora atuando no Parque leva a crer que houve diminuição do efetivo e, não se vê mais, a ação dos funcionários da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social no acolhimento da população em situação de rua, um dos principais problemas do Parque e da cidade. Sabemos que essa não é uma empreitada de fácil solução, mas que parecia estar sendo resolvida nos primeiros momentos da operação. A presença dessas pessoas, em princípio, não representa um risco, desde que não sejam violentas. O problema é que se agregam a elas, ocasionalmente, marginais e criminosos, o que requer uma vigilância constante.

No tocante a atuação dos agentes da Operação Aterro Presente, estes têm deixado a desejar. Há algum tempo, vans e o automóvel Gol por eles conduzidos, vêm usando as passarelas para se deslocarem de um lado ao outro do Parque. Tal prática, além de afrontar a Lei e a Ordem, preceitos que norteiam o desempenho de suas funções, coloca em risco a segurança de todos, já que as passarelas foram projetadas para o trânsito de pessoas e não de veículos. A continuar esse inapropriado e proibido uso, danos estruturais com certeza nelas ocorrerão. Danos esses que podem por em risco a vida de pessoas e causar enormes prejuízos financeiros. Essa atitude pode servir de estímulo para que outros façam o mesmo, já que os obstáculos que impediam a passagem de veículos foram retirados para facilitar o livre trânsito das viaturas usadas no patrulhamento.

Os agentes da Operação Aterro Presente parecem desconhecer o fato de que o Parque do Flamengo é um bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e um Patrimônio Mundial como  Paisagem Cultural, título concedido  pela UNESCO. Agora ele não é só seu, meu, nosso, é um Patrimônio da Humanidade. Sua proteção é dever de todos, principalmente dos que ali estão para fiscalizarem a manutenção da Lei e da Ordem.

Por último fica aqui uma indagação que prefiro não seja verdadeira: será possível que a prática adotada pelos agentes de usar as vans e o Gol, está atrelada ao fato de ser mais confortável fazer o patrulhamento a bordo desses veículos refrigerados do que de moto, bicicleta ou a pé?

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Saiba mais sobre o assunto em:
Operação Aterro Presente
Balanço da Operação no 1º Mês

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Segurança

Operação Aterro Presente. Implantado novo modelo de policiamento no Parque do Flamengo.

publicado por: Claudio Machado em

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Em cerimônia realizada na manhã de ontem (01/12), no Monumento a Estácio de Sá, o governador Luiz Antonio Pezão acompanhou o primeiro dia da Operação Aterro Presente, novo tipo de policiamento implantado no Parque do Flamengo. A ação, uma parceria entre o Governo do Estado e o Sistema Fecomércio-RJ, terá a duração de dois anos.

A iniciativa, inspirada no êxito da Operação Lapa Presente, lançada em janeiro de 2014, contará com um contingente de 164 agentes, que farão o policiamento da área de segunda a sábado, das 6h às 22h, e aos domingos e feriados, das 7h às 19h. Com o apoio de 27 bicicletas, oito motocicletas, quatro viaturas e três vans, as equipes trabalharão em dois turnos de oito horas usando, para melhor identificação, coletes na cor verde. Todas as abordagens serão filmadas, as equipes monitoradas por GPS e balões identificarão a presença da operação. Esses agentes se somarão aos policiais do 2º Batalhão da Polícia Militar que já fazem a segurança da área.

O Aterro Presente tem como meta reduzir os índices de criminalidade, promover o reordenamento urbano e garantir o direito de ir e vir de moradores da área e frequentadores do Parque do Flamengo. Para isso conta com o apoio da Guarda Municipal, das secretarias municipais de Transportes, de Ordem Pública, de Conservação e de Desenvolvimento Social, bem como da Comlurb.

Já no primeiro dia de operação cinco pessoas foram presas por posse e uso de entorpecentes, duas facas e material de caça foram apreendidos, um telefone celular roubado foi recuperado e 59 suspeitos foram conduzidos para a delegacia para averiguações. É esse tipo de atitude proativa que desejamos ver mantida, por parte desses novos agentes, durante todo o tempo de patrulhamento da área.

Sabemos que a presença do policial inibe a ação dos criminosos, mas não adianta contar com um expressivo número de agentes atuando no policiamento, se esses profissionais não estiverem imbuídos do real sentido de sua missão, policiar. Continuamente presenciamos policiais em atitude de total displicência, num animado bate-papo, muitas vezes ao celular. Parece que estão a passear pelo parque, como se naquele período não estivessem em serviço, fossem frequentadores desfrutando de um momento de lazer. Tal comportamento é observado pelas pessoas que, apesar da presença dos agentes da lei, têm a sensação de não estarem sendo devidamente protegidas. Tão importante quanto a quantidade, deve ser a qualidade do policiamento. É isso que o parque e a cidade precisam e merecem ter urgentemente.

Nós cariocas, amantes e frequentadores do parque, devemos colaborar com os policiais fornecendo informações sobre as áreas de maior insegurança, denunciando irregularidades, apresentando sugestões e valorizando seu trabalho mas, também, cobrando deles um maior comprometimento com a prestação de um serviço de qualidade. Aproveitemos a oportunidade e tenhamos igualmente uma atitude proativa. O ganho será de todos.

Disque Aterro Presente: 98496-0114 / [email protected]

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Segurança

Novo modelo de policiamento no Parque do Flamengo

publicado por: Claudio Machado em

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O Parque do Flamengo vai ganhar, a partir de dezembro, um novo modelo de policiamento em parceria com a iniciativa privada. Através de um convênio com o governo do estado, o sistema Fecomércio (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro e o Serviço Social do Comércio), vai financiar por dois anos, um projeto para reforçar o policiamento dessa e de outras regiões da cidade. Durante a semana, de segunda a sábado, das 6h às 22h; e nos domingos e feriados, das 7h às 18, o parque contará com policiamento de proximidade.

O modelo inspirado no programa Lapa Presente, contará com um efetivo de 140 policiais militares da reserva e agentes civis. Estes civis serão jovens que acabaram de deixar as Forças Armadas. Ambos patrulharão o parque a pé, de carro, bicicleta ou moto, desde o Aeroporto Santos Dumont até o Monumento a Estácio de Sá. Os policiais, ao invés de usarem o uniforme tradicional, trabalharão com coletes do projeto e uma tarja para identificá-los. Portarão, preferencialmente, armas de baixa letalidade (spray de pimenta e pistola de choque), e as abordagens dos suspeitos serão filmadas.

As equipes serão distribuídas levando-se em conta não apenas os locais de maior concentração de pedestres, mas também aqueles onde é maior a ocorrência de pequenos delitos. Seis equipes farão o policiamento a pé, e contarão com 02 PMs da reserva e 01 civil; nove equipes de bicicleta formadas por 02 PMs da reserva e 01 civil; três viaturas cada uma com 01 PM da reserva e 01 civil; e quatro motos com 01 agente civil levando uma câmera no capacete. Trabalharão em turnos de oito horas e todos os agentes serão monitorados por GPS. A ideia é que o novo modelo atue em conjunto com os policiais militares da ativa, uniformizados.

O governo do estado fornecerá as armas e os veículos e a Fecomércio arcará com os salários e os uniformes das equipes. O investimento total será de R$ 44 milhões ao longo do projeto (R$ 22 milhões por ano). A prefeitura colaborará através da participação da Guarda Municipal, da Secretaria de Desenvolvimento Social e da Comlurb. Agentes desses três órgãos vão circular pela área, atuando na abordagem de ambulantes sem licença, menores em situação de risco ou retirando lixo acumulado.

Segundo Orlando Diniz, presidente da Fecomércio, o objetivo é colaborar para aumentar a sensação de segurança do cidadão. Para ele as entidades e os empresários devem fazer parte das soluções e não apenas apontarem os problemas.

Maria Thereza Sombra, presidente da Associação de Condomínios do Morro da Viúva, elogiou o plano de segurança da Fecomércio. Segundo ela a insegurança não combina com uma área tão importante da cidade que acaba de completar 50 anos. Todos aqueles que amam o parque e estão preocupados com sua preservação partilham da mesma opinião.

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