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Velejar não é só para rico

publicado por: Claudio Machado em

A origem do barco a vela para competições remonta ao século 17, quando surgiu, na Holanda, um tipo de embarcação chamado “jaghtstchip”. Por ser uma embarcação prática e de fácil condução, o jaghtstchip atraiu a atenção do rei Carlos II, da Inglaterra, que, à época, encontrava-se exilado na Holanda. Quando finalmente pôde retornar a seu reino, Carlos II, após realizar melhorias no jaghtstchip, ajudou a elaborar outros tipos de barcos, tendo sido um dos grandes incentivadores do iatismo na Inglaterra, além de promover as primeiras regatas em águas britânicas.

O primeiro clube de vela conhecido, porém, não é inglês. O Royal Cork Yatch Club nasceu em 1720, na Irlanda. Somente 50 anos depois é que nasceu, em Londres, o Royal Thames Yatch Club. A primeira regata internacional foi disputada em 1851, próximo à Ilha de Wight, e recebeu o nome de Hundred Guineas Cup.

A chegada da vela aos Estados Unidos e a fundação, em 1844, do New York Yatch Club impulsionaram o desenvolvimento da modalidade ao redor do mundo. Em 1907, nasceu a União Internacional de Corridas de Iates (IYUR), depois rebatizada de Federação Internacional de Vela (ISAF), que hoje administra o esporte em nível mundial.

No Brasil, a vela desembarcou no fim do século 19, trazida por descendentes de europeus. Em 1906, foi fundado o Iate Clube Brasileiro, primeiro clube dedicado ao esporte, no Rio de Janeiro. A primeira prova nacional foi disputada em 1935 e recebeu o nome de Troféu Marcílio Dias. Em 1941, foi fundada a Federação Brasileira de Vela e Motor (CBVM), que controlou o esporte em nível nacional até 2007, quando, devido ao acúmulo de dívidas, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) interveio na entidade. Em 2013, foi criada a Confederação Brasileira de Vela (CBVela), nova administradora  da modalidade no país.

Veleiros são as embarcações de recreio com maior autonomia e por isso são escolhidos para grandes percursos, onde uma embarcação a motor teria de reabastecer seu combustível. Os barcos a vela podem ser divididos em barcos de cruzeiro e de competição. A diferença está basicamente no conforto, manobrabilidade melhor com menos tripulação e menor calado nos veleiros de cruzeiro, contra o arranjo interno mais espartano, na quilha mais competitiva possível e no velame de alto desempenho dos barcos de competição.

Na vela de competição existem diversas classes como Finn, 470, 49er, Yngling Tornado, RS:X, Star, Laser, Nacra 17 e outras. Nas regatas ao longo da competição os atletas podem descartar os piores resultados. Quanto melhor a colocação na regata, menos pontos são acumulados. Vence o velejador que, ao fim do campeonato, tiver menos pontos.

Dentre as várias regras que regulam as regatas as ultrapassagens devem obedecer os seguintes quesitos: se os barcos estiverem recebendo o vento por lados diferentes, que está à esquerda deve dar passagem ao que está à direita; se os barcos estiverem recebendo o vento do mesmo lado, um ao lado do outro, o que recebe o vento primeiro deve liberar a passagem para o que recebe depois; se os barcos estiverem recebendo o vento do mesmo lado, mas sem estar lado-a-lado, o que está mais atrás deverá dar passagem ao que está à frente.

A linguagem também é bem específica: bombordo (lado esquerdo da embarcação), quando se olha em direção à proa; estibordo (lado direito da embarcação quando se olha em direção à Proa; Popa (parte de trás da embarcação); Proa (parte da frente da embarcação); Barlavento (posição onde o vento chega primeiro) e Sotavento (posição onde o vento chega depois).

A cidade do Rio de Janeiro, com sua costa exuberante e, mas precisamente, a Baía de Guanabara, oferece uma grande oportunidade para velejar. O importante é facilitar o acesso ao mar e, informar aos interessados, que para velejar não tem que ser milionário. Já é possível lançar-se ao mar, mesmo sem possuir um barco.

Diversos clubes náuticos oferecem cursos, mas você tem que ser associado e os títulos não são nada baratos. Mas, na Marina da Glória, único píer público do Rio, a CL Velas forma velejadores desde 1990. Lá você encontra cursos de Optimist para crianças; Laser, Dingue e Oceano para adolescentes e adultos, além dos cursos de Arrais, Mestre e Capitão Amador, habilitações importantes para quem quer ter seu próprio barco, ou alugar um para navegar.

Para os interessados em praticar a vela, a CL Velas dispõe de barcos da classe Laser, Dingue e Oceano para aluguel, por hora ou dia. Na Loja da escolinha, localizada na Marina, você encontra diversos produtos náuticos à venda. O que está esperando para lançar-se ao mar e desfrutar inesquecíveis momentos de aventura e lazer?

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